sábado, 2 de abril de 2011

UM ESPELHO CHAMADO "CRISTÃO"
II Coríntios 3:18
Propósito Geral: Consagratório.

Tema Específico: O reflexo da glória de Deus.

Afirmação Teológica: Uma das maiores verdades deste texto bíblico é esta:
SOMOS ESPELHOS QUE DEUS USA.
Enquanto caminhamos, o mundo ao nosso redor espera ver, em nós, a transformação que só o Espírito Santo faz na vida de um pecador arrependido. Observando um espelho, relembramos alguns cuidados necessários essenciais para que sejamos usados pelo Senhor, refletindo Sua glória no mundo.
1. Para refletir como espelho a Glória de Cristo, é preciso ter o rosto descoberto
Assim como um espelho deve estar descoberto para refletir a imagem de determinado objeto, nós também necessitamos de que nada se interponha entre nós e o nosso Deus. O véu que separava o homem de Deus foi rasgado por ocasião da morte de Jesus na cruz. Este gesto, sem par, possibilitou que a glória do Senhor rebrilhasse em nossa vida. O acesso que temos à sua presença foi garantido pela morte e ressurreição de Cristo. Vamos desfrutar, portanto, dessa comunhão.
2. Para refletir como espelho a Glória de Cristo, é preciso estar limpo
Muitas vezes, a imagem refletida no espelho não é nítida, não tem  brilho. Pequenas manchas internas, ou até mesmo poeira, dificultam a nossa visão.Assim também, os nossos pecados  encobrem o rosto do nosso Deus e as nossas iniqüidades nos  separam do Senhor (Isaías 59:2). Se desejamos refletir a sua glória com todo o brilho e perfeição, busquemos diariamente purificar as nossas vidas, confessando "os nossos pecados, na certeza de que Ele é fiel e justo para nos perdoar e purificar de toda e qualquer injustiça" (110 1:9).
3. Para refletir como espelho a Glória de Cristo, é preciso estar bem direcionado
Mesmo descoberto e limpo, o espelho só é capaz de refletir o objeto para o qual se direciona. O cristão que não está em sintonia com o Senhor, corre o risco de refletir outras imagens. Ao direcionar o nosso olhar para o "autor e consumador de nossa fé", passamos a refletir cada vez mais a sua glória, através de nossas vidas. E assim, de glória em glória, somos transformados e Sua luz se revela em nossa vida. Quanto mais ela rebrilhar, mais Cristo será visto em nós.

Conclusão
Como espelho de Cristo eu devo:
1 - Reconhecer minhas fraquezas - Salmo 139:23 e 24.
2 - Obedecer ao plano de Deus para minha vida - Salmo 40:8.
3 - Confiar no poder de Deus e não em minhas forças - Filipenses 4: 13.

Que imagens as pessoas têm visto refletidas em minha vida? Existe alguma área que necessita de transformação por meio do Espírito Santo?


conferencista isaias Batista  um profeta para as naçoes

A Restauração de Israel

terça-feira, 8 de março de 2011

Israel foi uma nação formada por o ETERNO, com origem no patriarca Abrão e com o objetivo de ser um reino sacerdotal na Terra.
Deveria anunciar aos demais povos a fé no verdadeiro e único o ETERNO. Falhou por acabar seguindo os mesmos erros das nações e rejeitando o governo teocrático do Senhor. Não ouviu a Palavra dos profetas e, por sua desobediência, acabou caindo nas mãos dos homens.
As principais punições sofridas foram: a escravidão no Egito por quatrocentos anos, o cativeiro na Babilônia por setenta anos e a dispersão mundial a partir do ano 70 A.D. o ETERNO, no entanto, não rejeitou este povo para sempre, pois assumiu promessas infalíveis e as cumpri-las-á.

RECAPITULAÇÃO
o Messias está assentado com o Pai, mas Seu trono é aqui na Terra (Ap 3:21);
No Reino Messiânico, o Messias vencerá a todos os inimigos (I Co 15:24-28);
Na Sua vinda haverá a ressurreição dos santos (I Co 15:51-54);
Após o ajuntamento dos santos, o Messias ocupará Seu trono (Mt 25:31; Lc 1:32).

QUESTIONÁRIO
1. De todos os exílios do povo de Israel, qual se reveste de maior importância para nossa fé?
No Egito, Israel permaneceu cerca de quatrocentos anos; na Babilônia Judá passou setenta anos. (At 7:6; Jr 25:11) Estes, todavia, não foram tão importantes e duradouros quanto à dispersão mundial que teve início no ano 70 A.D.
Além de previsto pelos profetas, este foi profetizado por o Messias. Israel seria espalhado entre todas as nações da Terra e sua casa ficaria deserta (Mt 23:34-39; 24: 1,2). Jerusalém cairia nas mãos gentílicas até o tempo determinado (Lc 21:20-24).
Só a partir de 1948, Israel seria reorganizado como nação e começaria a grande restauração. Cumprir-se-ia a Palavra que fala do nascimento de uma nação em um só dia: "Quem Jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisas semelhantes? Poder-se-ia fazer nascer uma terra num só dia? Nasceria uma nação de uma só vez? (Is 66:8).
No dia 14 de maio de 1948, deu-se o cumprimento desta importante profecia, quando a ONU reconheceu Israel como nação!

2. Quais foram as causas dos cativeiros e qual é a razão do último ser o pior de todos? Que aconteceu a Israel?
Que esperavam do Messias?
A desobediência levou este povo ao sofrimento e humilhação entre os povos (Dt 4:23, 27; 28:15, 63-65). A pior de todas suas transgressões, foi a rejeição ao· Messias com, inclusive, a responsabilidade por Sua morte (Mt 27: 25), o que fez com que fosse endurecido (Rm 11:7) e perdesse para o povo gentio o reino, isto é, o ministério da Palavra (Mt 21:33-42; 23:37; I Pe 2:7-10).
Não atentou para a extensão, grandiosidade e o tempo da instauração do reino restaurado (Is 2:2-4; SI 72:8, 1I ).
Israel não pôde reconhecer o Messias como o Messias prometido. Esperava um governo essencialmente político e que o livrasse de seus inimigos. (Lc 1:69­74)

3. Por que havemos de crer que a Palestina (Canaã) pertence a Israel e que este há de possuir a Terra?
o ETERNO prometeu aquela terra a Abraão e à sua posteridade por eterna possessão (Gn 13:14-17; 17:7,8). Renovou a promessa a Isaque e a Jacó (Gn 26:3; 28:13-15;Gn 35:10-12; Êx 2:23-25), afirmando que faria Seu povo retomar de onde estivesse, àquela região. Na sua terra, Israel era abençoado. Fora dela passariam por escravidão (Egito); cativeiro (Babilônia) e perseguição (dispersão mundial).

4. Já que Canaã pertence aos judeus por promessa, que tipo de punição lhes aplicaria o Senhor em caso de desobediência? Cancelaria o pacto com os patriarcas e com Davi? Como ficariam as palavras dos profetas, concernentes ao reino messiânico? Rejeitaria para sempre a Israel, como nação?
O pacto será cumprido à risca. O maior castigo aplicado a este povo é sua dispersão mundial e humilhação entre os povos gentios. As promessas do reino são incondicionais e não serão alteradas, em hipótese alguma. (Sl 89:30-37; Jr 30:9­11; 33:24-26; Rm 11:1)

5. Que importantes promessas fez o Senhor a Seu povo, após este sofrer o castigo merecido por sua rebeldia?
Remover seu cativeiro, trazê-lo de volta a Canaã, convertê-lo e restaurar-lhe o reino sob o comando do Messias, além de unificar Israel e Judá (Jr 33:14-17, 25,26; 30:9,10; Ez 36:24,36; 37:21-28; Am 9:14,15).

6. Que fatos alertam-nos quanto a proximidade da Vinda do Messias?
A busca de uma paz definitiva com os vizinhos árabes e palestinos. A possível mobilização das nações, sob o comando da ONU, visando retirar a Israel dos territórios ocupados e principalmente de Jerusalém, devem merecer a atenção da Igreja.
O próximo evento, após a remoção do cativeiro de Israel (o que estamos vivendo atualmente) é o ajuntamento de todas as nações contra Jerusalém (Jl 3:1,2; Zc 12:2,3,9; 14:1-4).

7. Como os judeus recepcionarão a o Messias? Que trabalho caberá aos judeus no reino messiânico?
A vinda de o Messias marca o fim do endurecimento de Israel e do tempo da salvação dos gentios. Salvos do massacre final, os restantes de Israel se desmancharão em lágrimas ao constatar que o Libertador é o próprio o Messias que eles rejeitaram (Rm 11:25-27; Zc 12:6-10; Ez 36:24-28; Jr 33:7,8; 50:4-6).
Converter-se-ão e entrarão no Reino Messiânico e os justos de Israel serão como sacerdotes para o restante das nações (Zc 8:7-9, 20-23; 14:14; Ez 36:36, Is 66:19, 21)
Haverá paz e Jerusalém será exaltada (Zc 8:2,3; 14:11; Jr 23:6).
OBS: Leia todo o capítulo de Isa 65 e 66 com os olhos voltados para um governo milenal do Messias sobre a terra...

O Livro de 1 Reis e 2 Reis

1º Reis (1Rs)
Autor:
Desconhecido, (Alguns atribui à Jeremias)
Data: Entre 560 e 538 aC.


Autor
Como 1 e 2 Rs eram, originalmente, um livro, esta obra deve ter sido compilada algum tempo depois da tomada de Judá pelos babilônios em 586 aC. O livro dá a impressão de ser obra de um só autor e de que este autor tenha testemunhado a queda de Jerusalém. Embora a autoria não possa ser determinada com segurança, muitas sugestões foram feitas. Alguns tem indicado Esdras como compilador, enquanto outros apontam para Isaías como editor. Muitos eruditos dizem que o autor de 1 e 2 Rs era um profeta desconhecido ou um judeu cativo da Babilônia ao redor de 550 aC. Pelo fato de Josefo atribuir Reis aos “profetas”, muitos abandonaram a pesquisa por um autor especifico. No entanto, a tese mais provável é a de que o profeta Jeremias seja o autor. A antiga tradição judaica do Talmude declara que Jeremias tenha escrito Rs. Esse famoso profeta pregou em Jerusalém antes e depois da sua queda, e 2 Rs 24-25 aparece em Jr 39-42; 52. Jeremias talvez tenha escrito todo o texto, menos o conteúdo do último apêndice (2Rs 25.27-30), que foi provavelmente, acrescentado por um dos seus discípulos.
Data
Apesar de que a data exata para a composição de 1 e 2 Rs seja incerta, acredita-se que a sua forma final estava pronta em algum momento da última parte do séc. VI aC.
O último acontecimento mencionado em 2 Rs é a libertação do Rei Joaquim, de Judá, que estava preso na Babilônia. Considerando que Joaquim foi feito prisioneiro em 597 aC, os livros de Reis devem ter sido escritos depois de 560 aC para que esta informação pudesse ser incluída. O autor de Rs teria mencionado, provavelmente, um acontecimento tão importante como a queda da Babilônia para a Pérsia em 538 aC, caso houvesse tido conhecimento desse evento. Como não há menção dessa importante notícia em Rs, conclui-se, então, que Rs tenha sido escrito, provavelmente antes de 538 aC, embora os eventos registrados em 1 Rs tenha ocorrido uns trezentos anos mais cedo,
Contexto Histórico
Os acontecimentos descritos em 1 Rs abrangem um período de cerca de 120 anos. Recorda as turbulentas experiências do povo de Deus desde a morte de Davi, em cerca de 971 aC, até ao reinado de Josafá (o quarto rei do Reino de Judá) e o reinado de Acazias (o nono rei do Reino de Israel), em cerca de 853 aC. Esse foi um período difícil da história do povo de Deus, foram grandes mudanças e sublevações. Havia luta interna e pressão externa. O resultado foi um momento tenebroso, em que um reino estável, dirigido por um líder forte, dividiu-se em dois.
Conteúdo
1 e 2 Rs eram, originalmente, um só livro, que continuava a narrativa de 1 e 2 Sm. Os compositores do AT grego (Septuaginta ou LXX) dividiram a obra em “3 e 4 Reinos” (1 e 2 Sm eram 1 e 2 Reinos). O Título “Reis” se deriva da tradução latina de Jerônimo (Vulgata) e é apropriado por causa da ênfase desses livros nos reis que governaram durante este período.
Os livros de 1 e 2 Rs começam a registrar os eventos históricos do povo de Deus no lugar em que 1 e 2 Sm interrompem. No entanto, Reis é mais do que uma simples compilação de acontecimentos políticos importantes ou socialmente significativos em Israel e Judá. Na realidade, não contém uma narrativa histórica tão detalhada como se poderia esperar (400 anos em 47 capítulos). Ao contrário, 1 e 2 Rs são uma narrativa histórica seletiva, com um propósito teológico. O autor, portanto, seleciona e enfatiza o povo e os eventos que são significativos no plano moral e religioso. Em 1 e 2 Rs, Deus é apresentado como Senhor da história.
O Espírito Santo em Ação
1 Rs 18.12 contém a única referência direta ao Espírito Santo, onde é chamado de “Espírito do Senhor”. As palavras de Obadias lá indicam que o ES algumas vezes transportou Elias de um lugar para outro (ver também 2Rs 2.16) Percebe-se uma relação com At 8.39-40, em que se descreve Felipe como tendo uma experiência similar.
Há uma alusão, em 18.48 (“a mão do SENHOR”), à ação do ES em capacitar Elias para operar milagres, A fórmula “mão do SENHOR” é uma referência à inspiração dos profetas pelo Espírito de Deus (ver 2Rs 3.15 e Ez 1.3; comparar com 1Sm 10.6,10 e 19.20,23). Aqui “a mão do SENHOR” se refere ao ES que dotou Elias com poderes sobrenaturais para realizar uma façanha surpreendente.
Além dessas passagens, 1Rs 22.24 pode ser outra referência ao ES. Esse versículo se refere a um “espírito do SENHOR” e pode indicar que os profetas compreendiam que o seu dom de profecia vinha do Espírito de Deus (ver 1Sm 10.6,10; 19.20,23). Se esta interpretação é aceita, então estaria em paralelo com 1Co 12.7-11, que confirma que a habilidade pra profetizar é realmente uma manifestação do ES.
Esboço de 1º Reis
I. O reino unido 1.1-11.43
O estabelecimento de Salomão como rei 1.1.-2.46
A consagração de Salomão como rei 3.1-8.66
O erro de Salomão como rei 9.1-11.43
II. O reino dividido 12.1-22.53
A) A revolta e o reinado de Jeroboão em Israel 12.1-14.20
O reinado de Roboão em Judá 14.21-31
O reinado de Abdias em Judá 15.1-8
O reinado de Asa em Judá 15.9-24
O reinado de Nadabe em Israel 15.25-32
O reinado de Baasa em Israel 15.33-16.7
O reinado de Elá em Israel 16.8-14
O reinado de Zinri em Israel 16.15-20
O reinado de Onri em Israel 16.21-28
O reinado de Acabe em Israel 16.29-22.40
O reinado de Josafé em Judá 22.41-50
O reinado de Acazias em Israel 22.51-53
Fonte: Bíblia Plenitude


2º Reis (2Rs)
Autor:
Desconhecido, (Alguns atribui à Jeremias)
Data: Entre 560 e 538 aC.

Autor
2 Rs era originalmente a segunda metade de um livro que incluía 1 e 2Rs. Esta obra deve ter sido compilada algum tempo depois da tomada de Judá pelos babilônios em 586 aC. O livro dá a impressão de ser obra de um só autor e de que este autor tenha testemunhado a queda de Jerusalém. Embora a autoria não possa ser determinada com segurança, muitas sugestões foram feitas. Alguns tem indicado Esdras como compilador, enquanto outros apontam para Isaías como editor. Muitos eruditos dizem que o autor de 1 e 2 Rs era um profeta desconhecido ou um judeu cativo da Babilônia ao redor de 550 aC. Pelo fato de Josefo atribuir Reis aos “profetas”, muitos abandonaram a pesquisa por um autor especifico. No entanto, a tese mais provável é a de que o profeta Jeremias seja o autor. A antiga tradição judaica do Talmude declara que Jeremias tenha escrito Rs. Esse famoso profeta pregou em Jerusalém antes e depois da sua queda, e 2 Rs 24-25 aparece em Jr 39-42; 52. Jeremias talvez tenha escrito todo o texto, menos o conteúdo do último apêndice (2Rs 25.27-30), que foi provavelmente, acrescentado por um dos seus discípulos.

Data
Apesar de que a data exata para a composição de 1 e 2 Rs seja incerta, acredita-se que a sua forma final estava pronta em algum momento da última parte do séc. VI aC.
O último acontecimento mencionado em 2 Rs é a libertação do Rei Joaquim, de Judá, que estava preso na Babilônia. Considerando que Joaquim foi feito prisioneiro em 597 aC, os livros de Reis devem ter sido escritos depois de 560 aC para que esta informação pudesse ser incluída. O autor de Rs teria mencionado, provavelmente, um acontecimento tão importante como a queda da Babilônia para a Pérsia em 538 aC, caso houvesse tido conhecimento desse evento. Como não há menção dessa importante notícia em Rs, conclui-se, então, que Rs tenha sido escrito, provavelmente antes de 538 aC, embora os eventos registrados em 1 Rs tenha ocorrido uns trezentos anos mais cedo,
Contexto Histórico
Os acontecimentos descritos em 2 Rs abrangem um período de cerca de 300 anos. Recorda as turbulentas experiências do povo de Deus desde o reinado de Acazias (o nono rei Israel) ao redor de 853 aC., incluindo a queda de Israel para a Assíria em 722 aC, passando pela deportação de Judá para a Babilônia em 586 aC e terminando com a libertação do rei Joaquim em 560 aC. Esse foi um período difícil da história do povo de Deus, foram grandes mudanças e sublevações. Havia luta interna e pressão externa. O resultado foi um momento tenebroso na história do povo de Deus: colapso e conseqüente cativeiro de ambas as nações.
Conteúdo
1 e 2 Rs eram, originalmente, um só livro, que continuava a narrativa de 1 e 2 Sm. Os compositores do AT grego (Septuaginta ou LXX) dividiram a obra em “3 e 4 Reinos” (1 e 2 Sm eram 1 e 2 Reinos). O Título “Reis” se deriva da tradução latina de Jerônimo (Vulgata) e é apropriado por causa da ênfase desses livros nos reis que governaram durante este período.
Os livros de 1 e 2 Rs começam a registrar os eventos históricos do povo de Deus no lugar em que 1 e 2 Sm interrompem. No entanto, 2Rs é mais do que uma simples compilação de acontecimentos políticos importantes ou socialmente significativos em Israel e Judá. Na realidade, não contém uma narrativa histórica tão detalhada como se poderia esperar (300 anos em 25 capítulos). Ao contrário, 2 Rs são uma narrativa histórica seletiva, com um propósito teológico. O autor, portanto, seleciona e enfatiza o povo e os eventos que são significativos no plano moral e religioso. Em 2 Rs, Deus é apresentado como Senhor da história.
2Rs retoma a história trágica do “reino divido” quando Acazias está no trono de Israel e Josafá governando sobre Judá. Assim como 1Rs, é dificil seguir o fluxo da narrativa. O Autor ora está falando do Reino do Norte, Israel, ora do Reino do Sul, Judá, traçando simultaneamente suas histórias. Israel teve 19 governantes, todos ruins. Judá foi governado por 20 regentes, dos quais apenas oito foram bons. 2Rs recorda a história do últimos 10 reis e dos últimos 16 governantes de Judá. Alguns desses 26 governantes são mencionados em apenas poucos versículos, enquanto que capítulos inteiros são dedicados a outros. A atenção maior é dirigida àqueles que ou serviram de modelo de integridade ou que ilustram por que essas nações finalmente entraram em colapso.
Cristo Revelado
O fracasso dos profetas, sacerdotes, e reis do povo de Deus aponta para a necessidade do advento de Cristo. Cristo é a combinação ideal desses três ofícios. Como profeta, a palavra de Cristo ultrapassa largamente à do ofícios. Como profeta, a palavra de Cristo ultrapassa largamente à do grande profeta Elias (Mt 17.1-5), Muitos dos milagres de Jesus são reminiscências das maravilhas que Deus fez através de Elias e Eliseu em Reis. Além disso, Cristo é um sacerdote superior a qualquer daqueles registrados em Reis (Hb 7.22-27). 1Rs ilustra vivamente a necessidade de Cristo como o nosso Rei em exercício de suas funções. Quando perguntado se era rei dos judeus, Jesus afirmou que era (Mt 27.11). No entanto, Jesus é um Rei maior do que o maior dos seus reis (Mt 12.42). O reinado de cada um desses 26 governantes já terminou, mas Cristo reinará sobre o trono de Davi pra sempre (1Cr 17.14; Is 9.6), pois ele é “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Ap 19.16).
O Espírito Santo em Ação
1 Rs 18.12 contém a única referência direta ao Espírito Santo, onde é chamado de “Espírito do Senhor”. As vezes transportava Elias de um lugar para outro (ver também 2Rs 18.12) Percebe-se uma relação com At 8.39-40, em que se descreve Felipe como tendo uma experiência similar.
Há uma referência indireta ao ES na frase “Espírito de Elias” em 1.9,15. Aqui Eliseu tenta receber o mesmo poder de Elias para levar adiante o ministério profético do seu antecessor. O espírito enérgico ou o poder que capacitava Elias a profetizar era o Espírito de Deus. 2Rs 2.9,16 fornece um paralelo interessante entre o AT e At 1.4-9 e 2.1-4. Elias foi elevado ao céu, Eliseu procurou a promessa de que receberia poder para levar adiante o ministério do seu mestre, e a promessa foi cumprida. Da mesma maneira, Jesus ascendeu, os discípulos aguardaram o cumprimento da promessa, e o ES desceu para capacitá-los a levar adiante a obra que seu mestre começou.
Uma alusão final ao ES aparece em 2Rs 3.15. Aqui a “mão do Senhor” veio sobre Eliseu, capacitando-o a profetizar ao rei Josafá. A formula “a mão do SENHOR” se refere à inspiração divina dos profetas.
Esboço de 2º Reis
I. I reino dividido 1.1-17.41
O reinado de Acazias em Israel 1.1-18
O reinado de Jorão em Israel 2.1-8.15
O reinado de Jeorão em Judá 8.16-24
O reinado de Acazias em Judá 8.25-9.29
O reinado de Jeú em Israel 9.30-10.36
O reinado da rainha Atalia em Judá 11.1-16
O reinado de Joás em Judá 11.17-12.21
O reinado de Jeocaz em Israel 13.1-9
O reinado de Jeoás em Israel 13.10-25
O reinado de Amazias em Judá 14.1-22
O reinado de Jeroboão II em Israel 14.23-29
O reinado de Azarias em Judá 15.1-7
O reinado de Zacarias, Salum, Menaém, Pecaías e Peca em Israel 15.8-31
O reinado de Jotão em Judá 15.32-38
O reinado de Acaz em Judá 16.1-20
O reinado de Oséias em Israel 17.1-5
O cativeiro de Israel para a Assíria 17.6-41
II. Somente o reino de Judá 18.1-25.30
O reinado de Ezequias 18.1-20.21
O reinado de Manassés 21.1-18
O reinado de Amon 21.19-26
O reinado de Josias 22.1-23.30
O reinado de Joacaz 23.31-34
O reinado de Jeoaquim 23.35-24.7
O reinado de Joaquim 24.8-16
O reinado de Zedequias 24.17-20
A queda de Jerusalém 25.1-7
O cativeiro de Judá pra a Babilônia 25.8-26
A libertação de Joaquim 25.27-30
Fonte: Bíblia Plenitude

Uma Longa e Estanha Viagem A vida de Abraão

Resumo da história bíblica


Seu nome e sua vida são uma metáfora da fé. Ele é o pai de muitas nações e um homem cuja vida se encontra no centro do judaísmo, cristianismo e islamismo, as três principais religiões no mundo.
Abraão é reverenciado por várias razões. Aceita o chamado de Deus para ir a uma terra que ele não conhecia e que Deus lhe mostraria no decorrer do caminho. Em sua jornada, passa por dificuldades, que expõem suas imperfeições. Por exemplo, mente mais de uma vez, dizendo que sua esposa é sua irmã. Mas em cada desafio, Deus o liberta e sua fé é reanimada.
Também enfrenta o grande desafio de seus parentes que, em certo momento, tomam decisões erradas, como Ló ao armar sua tenda em Sodoma. Abraão implora para que Deus poupe Sodoma e Gomorra, mas infelizmente Ele não o atende. Porém, a preocupação e as orações de Abraão pela família do sobrinho ajudam a salvar a vida de alguns.
Como se não fosse suficiente, Deus diz a Abraão para matar seu filho — o filho da

promessa, aquele que daria origem a várias nações, descendentes inumeráveis como a areia do mar. A reação de Abraão nessa situação testa os limites de sua credulidade. Com o coração partido, faz suas malas, prepara-se para partir com o filho e se dirige para as montanhas.
A vida de Abraão é um estudo sobre fé e obediência, mesmo quando os fatos parecem não fazerem sentido. Deus nos chama não para analisar os fatos; Ele nos convida a olhar para Ele. Porém, se perseverarmos confiando nEle e fazendo Sua vontade, assim como Abraão, nos daremos conta de que estamos sendo abençoados além de nossos mais ardentes sonhos. Deus manteve Sua palavra para Abraão, pois de sua linhagem veio Jesus. Quem poderia questionar uma prova dessa?


OBJETIVOS
• Examinar a vida de Abraão para entender como Deus nos chama e os desafios que às vezes resuilam desse chamado. (Saber)
• Estar cientes do chamado que Deus tem para sua vida. (Sentir)

• Ter uma oportunidade de aceitar o chamado de Deus em sua vida. (Reagir)


PARA EXPLORAR
• Fé
• Obediência
• Caráter










 
   

 

Ilustração
Muitas pessoas jamais serão chamadas por Deus para deixar seu lar, sua família e seus queridos e ir pelo mundo afora para um lugar indefinido. Porém, foi isso que Deus pediu para Abraão fazer.
Muitas pessoas respondem ao que elas consideram um chamado interior para correr atrás de um sonho ou destino. Aos quinze anos, os famosos personagens a seguir tiveram atitudes extremamente cruciais que os levaram à notoriedade que eles possuem hoje. Embora nem todas sejam atitudes aconselháveis, compartilhe-as com seus alunos.
Depois, pergunte aos alunos o que impulsionou essas pessoas a fazerem o que elas fizeram. Após coletar algumas respostas, pergunte aos alunos quais as semelhanças e diferenças entre a atitude tomada por esses personagens e a nobre atitude de Abraão.
Aos quinze anos:
• Albert Einstein, com notas baixas em geografia, história e línguas, abandona a escola.

• O compositor da Rhapsody in Blue, George Gershwin, deixa a escola para trabalhar como pianista numa editora musical em Nova lorque.
• O campeão de xadrez Bobby Fischer se torna mestre internacional e larga o ensino médio para se dedicar à competição profissional.
• A estrela do tênis sueco Bjorn Borg larga a escola para se concentrar no tênis. (Nota: Para cada Bjorn Borg que larga a escola, há milhares que fazem o mesmo para seguir seus sonhos, mas terminam vendo seus sonhos destruídos, sem mencionar a educação.)
• A feminista americana Susan B. Anthony faz magistério.
• Isaac Asimov entra na Universidade de Colúmbia.
• Henry Ford, cansado da vida na fazenda, muda-se para Detroit e estuda para se tornar mecânico.
 
   

Uma ponte para a história bíblica

Com o chamado de Abraão, Deus estava cumprindo uma promessa feita no Éden a Adão e Eva (Gênesis 3:15). Depois que o pecado havia dizimado o planeta, resultando em sua destruição através do dilúvio, Deus selecionou Abrão, cujo nome seria posteriormente mudado para Abraão, para ser a pessoa de quem descenderia o Libertador.
Deus fez de Abraão uma grande nação, cuja pureza étnica permanece até hoje. Jesus, nosso Salvador e Senhor, é um descendente direto de Abraão. Deus manteve Sua promessa feita a Adão e Eva, os quais morreram em paz sabendo que sua queda não seria a sentença de morte da Terra.

 
   

 

Professor, veja idéia para seus alunos APLICAREM O ASSUNTO APRENDIDO ÀS PRÓPRIAS VIDAS
Quem são os protagonistas principais dessa história?
Que partes da história são fundamentais para entendê-la? (Sublinhe-as.)
Que aspectos da história são novos para você?
Deus escolheu um homem que não demonstrava ter um caráter excelente. O que isso lhe diz sobre Deus’? (Coloque uma seta ao lado das respostas.)
Que coisas novas sobre Deus você aprendeu com a história de Abraão? Explique.
Que emoções, ações e adjetivos enriquecem essa história? (Desenhe um retângulo em volta deles.)
Que lição a vida de Ló nos ensina?
Que lição dessa história você vai aplicar à sua vida?

Que palavras ou frases captam melhor as várias emoções dessa história? (Circule-as.)
Nas passagens bíblicas, você notará as maiores ações de Deus na vida de Abraão. Note a freqüência da fala de Deus.
 
   

 

LIÇÃO BÍBLICA
Mais detalhes prá você...
Use as informações a seguir para elucidar a história para seus alunos. Explique em suas próprias palavras.
Vale a pena notar que Deus teve grandes razões para suscitar um povo peculiar que pudesse servir como exemplo de consagração para o resto do mundo. Eis outros fatos que mostram o contexto da vida e serviço de
Abraão:
1. Quando Deus chamou Abraão, ele estava morando em Ur dos Caldeus , uma cidade babilônica bastante moderna se comparada com outras cidades da época. Fundada mais ou menos 500 anos antes do nascimento de Abraão, Ur dos Caldeus era uma cidade que possuía código legal, sistema de escolas e bibliotecas. Abraão não estava deixando a “roça” para levar a vida na estrada. Ele estava deixando uma cidade grande e bem estabelecida, o que com certeza tornou a partida mais dolorosa.
2. Babilônia é sinônimo de desobediência, confusão, libertinagem e outras coisas vis. A cidade era também um lugar onde florescia a adoração a ídolos. Terá, pai de Abraão, é descrito em Josué 24:2 como adorador de ídolos. Os habitantes de Ur adoravam deuses que representavam o fogo, o Sol, a Lua e as estrelas. Mas nenhum era mais venerado do que o deus apropriadamente chamado de Sin (pecado, em inglês), que era a divindade superior adorada.
3. Abraão ouviu a voz de Deus. Note que Abraão parece não confundir a voz de Deus com a de outros deuses adorados em Ur. Ele sabe quem é Deus. Isso diz muita coisa sobre Abraão, que, mesmo em meio a uma cidade má e tendo crescido num lar cujo pai adorava ídolos, ainda conhecia a Deus. Quando Deus o chamou, ele não questionou Suas razões. Também não Lamentou a jornada, embora certamente tenha pensado nisso. Ele obedeceu.
4. Ellen White nos conta o seguinte sobre a poderosa fé de Abraão:
“Aquela obediência expedita de Abraão é uma das provas mais notáveis de fé a serem encontradas em toda a Bíblia. Para ele, a fé era ‘o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem’. Heb. 11:1. Confiando na promessa divina, sem a menor garantia exterior de seu cumprimento, abandonou o lar, os parentes e a terra natal , e saiu, sem saber para onde, a fim de seguir aonde Deus o levasse. ‘Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiro com ele da mesma promessa.’ Heb. 11:9.” — Patriarcas e Profetas,pág. 126.
 
   

 

ENCERRAMENTO
Atividade

Peça para os alunos pensarem na jornada mais longa que eles já fizeram. Pode ter sido uma viagem de carro, de avião ou, quem sabe, de trem, para ver os familiares ou para passar as férias. Pergunte se eles encontraram alguma dificuldade durante a viagem. Pergunte se eles oraram a Deus pedindo ajuda durante as provações.
Faça o encerramento pedindo para cada aluno orar silenciosamente por um minuto
em busca de orientação divina para sua jornada diária com Ele.

 
   

 

Resumo
Apresente os pensamentos a seguir em suas próprias palavras:
Abraâo foi o escolhido de Deus para suscitar um povo que Lhe obedecesse e abençoasse o mundo. Embora Deus tivesse escolhido Abraão, Ele nunca disse que Abraão era perfeito. Na verdade, ele era bastante humano.
Porém, a fraqueza de Abraão pôde ser mudada por Deus, pois ele acreditou em Deus — exercitou uma extraordinária fé — e foi obediente. Essas duas qualidades o distinguiram da maioria dos patriarcas e matriarcas da Bíblia. Abraão creu que Deus não o abandonaria, e isso lhe foi creditado como justiça. Nós também temos a mesma oportunidade de confiarem Deus e ver nossa vida transformada e abençoada. Porém, devemos ser obedientes e exercitar a fé.
 
   

 

Estudo da Bíblia

Uma das dicas deixadas por Jesus durante Seu ministerio terrestre foi a seguinte: Sempre demonstre ao seu publico o que você esta tentando dizer. Parece estranho, não é? Mas funciona.

Imagine Jesus falando aos milhares reunidos na montanha. Quando Ele diz para o povo remover primeiro o cisco de seus próprios olhos antes de saírem por aí procurando viga nos olhos dos outros, você não O imagina com uma lasca de
madeira em uma mão e uma viga na outra? Essa é a ideia. E quem pode dizer que Jesus não fazia isso?
Experimente fazer uma demonstração pratica com seu grupo. Identifique alguém da sua igreja que tenha tomado uma decisão admirável para seguir a Deus. Por que não convidar esse Abraão em carne e osso para contar sua própria história na classe?
 
   

  A vida de abraão é uma verdadeira inspiração para nossas vidas, nao é mesmo?

O Arrebatamento

Etapas do ministÉrio futuro de Jesus Cristo

  1. O Arrebatamento da Igreja (1 Tessalonicenses 4:16-17)
  2. O Tribunal de Cristo – Bema (2 Coríntios 5:10)
  3. O Casamento do Cordeiro com Sua Noiva – As Bodas do Cordeiro (Apocalipse 19:7-9)
  4. O Aparecimento Glorioso – Epifaino (Apocalipse 19)
  5. A Salvação de Israel (Jesus a prediz em Mateus 24:22-31)
  6. A prisão de Satanás por mil anos (Apocalipse 20:1-3)
  7. O Reino Milenar (Apocalipse 20:10 e Isaías 60-66)
  8. O Julgamento do Grande Trono Branco (Apocalipse 20:11-15)
  9. O Reino Eterno (Apocalipse 21-22)

O que É o Arrebatamento?

O Arrebatamento constitui a primeira etapa da Segunda Vinda de Jesus Cristo (ver linha do tempo). O Arrebatamento é claramente explicado por Paulo em 1 Tessalonicenses 4:13-18:
  1. Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem [quando morreram], para que não vos entristeçais [por eles], como os demais, que não têm esperança [além da sepultura].
  2. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem [quando morreram], Deus os tornará a trazer com ele.
  3. Dizemo-vos, pois, isto, pela [própria] palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos [diante da presença Dele] os que dormem [quando morreram Nele].
  4. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.
  5. Depois nós, os que ficarmos vivos [na terra], seremos arrebatados juntamente com eles [os que ressuscitaram] nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre (pela eternidade das eternidades) com o Senhor.
  6. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.
Portanto o Arrebatamento consiste no encontro da igreja (a noiva) com Jesus (o noivo) nos ares. É o momento em que Jesus busca a sua igreja. Todos que Nele crêem serão arrebatados, ou seja, desaparecerão da terra para viverem com Ele nos céus até a segunda etapa da sua segunda vinda: o Aparecimento Glorioso.
Analisando a passagem de 1 Tessalonicenses 4:13-18, é possível dividirmos o Arrebatamento em 5 eventos:
  • O Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus (verso 16);
  • Os mortos ressuscitarão primeiro (verso 16);
  • Depois nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens (verso 17);
  • Para o encontro do Senhor nos ares (verso 17);
  • E estaremos para sempre com o Senhor (verso 17).
É importante ressaltar, que estaremos sempre com o Senhor. Mas estaremos com Ele aqui também na terra, quando o Senhor virá com todos os seus santos para seu governo milenar de paz, logo após seu Aparecimento Glorioso. Esses temas serão discutidos mais adiante neste livro.
Outra característica importante é que o Arrebatamento acontecerá muito rapidamente, num piscar de olhos, conforme definido em 1 Coríntios 15:51-52:
"Eis aqui vos digo um mistério (uma verdade secreta, um evento decretado pelo propósito oculto ou conselho de Deus): Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante [o som da] a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos [em Cristo] ressuscitarão incorruptíveis (livres e imunes da queda), e nós seremos transformados."
Em Tito 2:13, Paulo define o Arrebatamento também com a expressão "Bem-aventurada Esperança" ou "Bem-aventudada Esperança":
"Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo;"

DORMIR OU MORRER?

Existe uma observação que deve ser aqui comentada. O versículo 15 afirma que de modo algum precederemos os que já dormem. O termo dormir aqui referenciado tem causado algumas confusões ao se estudar o Arrebatamento. As confusões se resumem nas seguintes perguntas:
  • Quando morremos, nós dormimos até a volta de Jesus?
  • Então, o nosso espírito não se encontra com Jesus imediatamente depois que morremos?
Imediatamente após morrermos, nosso espírito se encontrará diante de Deus Pai para o juízo sobre nossas obras:
“E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo...” - Hebreus 9:27
Significa que, se morrermos antes do Arrebatamento, não permaneceremos dormindo até que Jesus nos arrebate. No Arrebatamento ocorre uma ressurreição dos mortos em Cristo (verso 16) e depois nós, os vivos que já aceitaram a Jesus Cristo como Senhor e Salvador em nossas vidas, seremos também levados aos ares para o encontro com Ele. Neste “piscar de olhos”, todos receberemos um corpo glorificado e conseqüentemente a vida eterna neste momento. R.R. Soares, em seu livro Morte: Para onde iremos? mostra um estudo detalhado do que acontece após a morte aqui na Terra, de acordo com a Palavra de Deus.
Jesus foi o primeiro, entre todos, a receber esse corpo já glorificado, no momento de sua ressurreição. Agora seremos nós, no momento em que nos juntaremos a Ele para sempre. Aleluia!
“Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.” - Romanos 8:29
Receberemos um corpo incorruptível, que não ficará mais cansado ou fadigado com os dias. É sobre esse corpo que Isaías comenta em Isaías 40:29-31:
“Dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os moços certamente cairão; Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.” - Isaías 40:29-31

Quem sobe no Arrebatamento?

Salmos 24:3-4 retrata muito bem quais serão os que subirão para se encontrar com Cristo nas alturas:
“Quem subirá ao monte do Senhor, ou quem estará no seu lugar santo? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente.” - Salmos 24:3-4
Em resumo, ser puro de coração é ser autêntico, ser fiel a Deus, amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a ti mesmo. Parece simples, mas é muito mais profundo do que se imagina. Muitos buscam a Deus somente para resolverem seus problemas pessoais, ou seja, não ficam no centro da vontade de Deus, mas querem que Deus esteja no centro de seus problemas para resolvê-los. Amar a Deus requere temor a Deus, respeito a Deus, reconhecimento de que Deus é quem nos controla.
Davi era homem segundo coração de Deus. Não era perfeito, mas tinha o coração alinhado com o coração de Deus. Davi pecou – matou, adulterou – mas verdadeiramente reconheceu seu erro e de maneira sincera pediu perdão ao Pai, que continuou o considerando como homem segundo Seu coração. É isso que Deus quer de nós – nossa sinceridade e autenticidade tanto com Ele como com o próximo. Isso é coração puro.
Sobre ser limpo de mãos: com nossas mãos fazemos tudo, toda e qualquer obra, seja boa ou má, seja autêntica ou falsa. A Bíblia diz que maldito aquele que faz a obra de Deus com negligência, com desleixo, com relaxo. Quantas ovelhas e líderes centram a Igreja em si mesmos, e não em Jesus Cristo? Quantos querem aparecer, crescer, se exibir, enquanto que João 3:30 diz que temos que diminuir e Jesus crescer? Tudo isso é distorção, contaminação que o inimigo lança sobre o Corpo de Cristo, provocando feridas. E mostrar as feridas nunca é bom. Mas a ferida tem que ser exposta para que o Corpo seja curado e restaurado.
Quantas vezes já escutamos que fazer negócio comercial com crentes é perigoso, pois nunca pagam! É muito triste saber que os crentes se encontram entre os mais inadimplentes no Brasil. Muitos se limitam a dizer: “Ah! É irmão... está tudo bem...” e fica por isso mesmo. É desleixo.
Muitos crentes, para a vida secular, para o interesse próprio, fazem o melhor. Quando é para Deus, qualquer coisa serve... está bom de qualquer jeito – relaxo, negligência. O crente precisa mudar de postura urgentemente, senão corre o risco de não subir no dia do Arrebatamento. Gênesis 17:1 diz:
“Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o Senhor a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda em minha presença e sê perfeito.” - Gênesis 17:1
Ou seja, para seguir a Deus, não é de qualquer jeito, mas em obediência e santidade – isso é o que Deus quer de nós: “...anda em minha presença, e sê perfeito”.