Os Inimigos do Ungido (I Sam.16:13)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

1)      O Não ungido – Eliabe (16:7)
  • Eliabe tinha tudo para ser o escolhido: O primogênito, o mais belo, o mais alto. Certamente foi para casa esperando a unção, mas foi rejeitado por Deus.
  • Seu comportamento em relação ao ungido Davi, mostra o por que dele ter sido rejeitado: Uso de armas satânicas contra o ungido:
- Descaracterização: Você nem pastor de ovelhas é direito, (poucas ovelhas) e quer ser guerreiro?
- Imposição de Personalidade: Você é maldoso e presunçoso (mentira, era ele que era). Quem foi pra casa mais cedo esperando a unção foi ele (16:6).
* Como Davi respondeu? desviou-se dele e foi falar a outro.

2)      O Ex-ungido – Saul (16:1)
  • Foi o escolhido, mas foi rejeitado pelo Senhor. Uma pessoa se torna ex-alguma coisa de três formas: Deposição, Finalização de tempo de mandato, ou Rejeição. Rejeição foi o caso de Saul. Quais são os sintomas de um ex-ungido?
a)      Medo e falta de coragem de encarar situações extremas. Tenta ganhar tempo empurrando com a barriga (16:11/32).
b)      Desanimar e tentar matar a chamada de um ungido (16:33).
c)      Vestir e armar o ungido. Roupas e armas de ex, não servem a ungido. (Tentativa de tirar humanizar a conquista, e tirar a glória de Deus).
  • O que fez Davi?
a)      Encorajou o medroso (32) ex. b) Contou-lhe experiências secretar com Deus (34 e 35). c) Preferiu usar armas as quais estava acostumado 40).

3)      O Anti-ungido – Golias
  • O princípio número um do anti-ungido e matar e destruir o ungido.
  • Quais são suas armas?
a)      Desprezo. b) Zombaria c) Ameaças
  • Como responder a isso?
a)      Mostrando a verdadeira arma (nome de Jesus) b) Usando princípios aprendidos no passado (ferir e depois matar) c) Usando a própria espada de Golias.


Fonte ; www.josiasalmeida.blogspot.com

3 nomes, 1 propósito

domingo, 12 de junho de 2011

II SAMUEL 5.16) Elisama, e Eliadá e Elifelete.
Elisama, Eliada e Elifelete são nos nomes de 3 filhos de Davi. O que me chama atenção é que estes nomes como qualquer outro nome, tem um significado em específico.
Geralmente, nomes podem ter três tipos de importância:
a- Homenagear alguém, alguma situação ou momento. Imagino que Judas teve esta situação, pois alguns anos antes de seu nascimento, houve um grande acontecimento no meio do povo Judeu, onde um herói, Judas Macabeu, lutou pelo povo de Irsrael. Talvez a mãe de Judas Iscariotes o quis homenagear, mas a homenagem foi jogada por terra graças as atitudes deste seu filho.
b- Abençoar uma vida, através de uma "palavra profética". Quando damos nomes a uma pessoa muitas vezes pensamos no que queremos que aconteça com essa pessoa, confiando na influência dada por seu nome. O próprio Deus age desta maneira, mudando o nome de vários personagens bíblicos, começando assim a mudar também o caráter do mesmo. Entenda-se que o nome não tem poder, e sim o entendimento que temos a respeito de seu significado.
Davi colocou os nomes em seus filhos, homenageando a Deus, e dizendo através destes três nomes, exatamente como Deus age progressivamente na vida de um crente que confia nEle.
Elisama, Eliada e Elifelete são nomes originários do hebraico, e tem significados importantes que certamente acontecem em nossas vidas. Nesta mensagem, compararei estes três nomes e seus significados com a vida de um personagem bíblico Elias, porém devemos comparar estes nomes e seus significados com a NOSSA VIDA. Certamente esta mensagem vai de encontro ao seu coração!
Estudaremos a vida de Elias, no momento citado em 1 Reis 19.
Após um poderoso confronto com 450 profetas do diabo, Elias venceu a batalha, através do Poder de Deus ele fez chover fogo do céu, consumindo um holocausto. Isso causou desmerecimento dos 450 profetas do diabo, e uma grande carnificina. Todos eles foram mortos a fio da espada.
Após vencer 450 profetas do diabo, Elias passa a ser perseguido por Zezabel (Esposa do Rei Acabe). (Detalhes sobre Acabe e Jezabel - ver 1 Rs 29-34.
O que acontece com Elias a partir deste momente está escrito em 1 Reis 19, vamos analizar onde este texto se encaixa com os 3 nomes dos filhos de Davi:
1- Elisama (significa Deus ouve)
Antes de mais nada, Deus quer ouvir o nosso clamor, nossa oração e nosso desabafo. Assim Deus agiu com Elias, e age com quem o busca.
- Deus ouve nossas palavras inpulsivas e rebeldes. 1 Rs 19.4b
- Deus ouve nossas queixas, quando estamos na caverna. 1 Rs 19.9.10
- Deus volta a nos ouvir, quando tomamos uma posição correta diante dele. 1 Rs 13,14.
Aqui vemos Elias:
- aceitando ouvir Deus em uma brisa.
- envolvendo seu rosto como reverencia.
- saiu da caverna com suas próprias pernas.
Deus ouve nossos momentos bons e maus, corretos e errados. Esta parte de nossas vidas podemos "convencer" a Deus para nos abençoar, ou decretar o fim de nossas palavas. Imaginem o que aconteceria com Elias se Deus ouvisse seu pedido de morte! Pelo contrário, você que conhece a história... Elias até hoje não morreu!!!!!!
2- Eliada (significa Deus conhece)
Durante esta caminhada dificil de Elias, além de Deus estar ouvindo sua oração, Deus estava também observando suas atitudes. Deus sonda e conhece o fundo de nosso coração, e Seus olhos estão voltados para nós, observando cada momento de nossa vida. Enquanto Deus nos conhece, nos observa, muitas vezes não vemos resultados, mas eles serão vistos por nós no tempo certo, determinado por Deus. Vamos ver como Deus \'conheceu" Elias:
- Deus conhece nossos momentos de fraqueza, e nos fortalece. 1 Rs 19.5,6.
- Deus conhece nossa falta de propósitos, e nos dá metas e incentivo. 1 Rs 19.7,8.
- Deus conhece os momentos em que estamos em cavernas, e nos permite falar com Ele. 1 Rs 19.9,10.
- Deus conhece nosso futuro e a solução do problema bem mais do que nós. 1 Rs 19.18.
Entender que Deus conhece nos trás confiança e coragem, pra mesmo na caverna e nos momentos de silêncio, Deus está conosco.
3- Elifelete (significa Deus faz)
Deus sabe de nossas situações, ouve nossas orações e observa nossos caminhos. Mas ele tem algo melhor. Ele tem solução. Após um momento de provas, ele finalmente mostra o que nós já sabemos bem. Ele é Deus de vitória, e está sempre pronto a nos abençoar. Observe como ele abençoou Elias:
- Deus tira os nossos inimigos dos cargos de autoridade, e coloca neste lugar os seus ungidos. Hazael substituiu Ben Hadade, um rei extremamente mal. 1 Rs 19.15b.
- Deus elimina nossos perseguidores. Acabe foi substituído por um novo rei, Jeú. 1 Rs 19.16a.
- Deus nos dá substitutos, para nos tirar a sobrecarga. Eliseu substituiu Elias. 1 Rs 19.16b.
- Deus nos mostra uma multidão de separados, que oram e trabalham ao nosso lado. 1 Rs 19.18
Conclusão:
Que você possa entender os 3 tempos de Deus diante de nossa vida. Espere em Deus, ore constantemente, e saiba que no momento certo ele mostrará a sua provisão.

Desfrutando dos efeitos da cova

Desfrutando dos efeitos da cova
TEXTO: Salmo 23.4
INTRODUÇÃO:
Geralmente quando pensamos em cova, lembramos de morte, sepultura, provação. Porém devemos aprender a entender que muitas vezes Deus usa a "cova" para nos abençoar, ensinar, prosperar, e glorificar Seu nome.
Há algumas situações bíblica que comprovam minha afirmação, e gostaria de compartilhá-las convosco.

COVA 1 - JOSÉ (O sonhador)
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Gn 37.4,5
- José foi lançado na cova porque era amado de seu pai (nós somos amados de Deus)
- José foi lançado na cova porque era um sonhador (nós somos sonhadores)
- José foi lançado na cova porque tinha promessas de Deus na sua vida (assim como nós)

Obs: Na cova não havia água (quando estamos na cova, temos dificuldade de encontrar a fonte de água viva, a palavra de Deus).
EFEITOS POSITIVOS DA COVA:
- Deus era com José (Gn 39.2)
- Deus abençoou a casa do egípsio por amor de José (Gn 39.5)


COVA 2 - JEREMIAS (o profeta)
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Jr 38.2,3
- Jeremias foi lançado na cova porque era profeta de Deus, e não dos homens (v 3,4)
- Jeremias foi lançado na cova porque contrariava opniões humanas
- Jeremias foi lançado na cova, e nem o rei poderia livrá-lo (v 5)

Obs: Na cova de Jeremias, além de não haver água, como no caso de José, havia lama, e ele ficou atolado. Muito crente quando lançado na "cova", se atola mais ainda. Ex: Se enchem de dívidas, para cobrir outras dívidas.
EFEITOS POSITIVOS DA COVA:
- Havia um intercessor pela sua vida (v 7-9)
- O rei mudou de opnião e encontrou solucao para salvar o profeta, graças a intercessão do etíope (v 10). Obs: A intercessão muda o coração do rei.
- O intercessor desce à cova para salvar o profeta (v 11-13)
- Deus o livrou da morte e Jeremias encontrou favor do rei (v 16)


COVA 3 - DANIEL (o político irrepreensível)
Dn 6.16
- Daniel era um de 3 presidentes (v 2)
- Daniel era odiado, por ser diferente (v 3, 4)
- Procuraram ocasião para acusar Daniel (assim fazem conosco) (v 4)
- Daniel era fiel em tudo
- Procuraram procurar erro na religião e fé de Daniel (v. 5) - Assim é o mundo conosco.
- Os invejosos manipularam o rei, para prejudicar Daniel.
- Satanás é astuto (preparou o laço para Daniel, antes de tudo) - v 15

EFEITOS POSITIVOS DA COVA:
- O rei era a favor de Daniel - (v 14)
- Dario tinha fé em Deus - v 16, 18
- Dario tinha esperança (v, 19,20) - Obs: Ele sabia que pelo natural, Daniel certamente estaria morto. Para um rei gritar em direçao a cova, no dia seguinte, demonstrando esperança; só fé mesmo!
- Daniel vive! (v 22, 23)


CONCLUSÃO:
- Não se deve mecher com a noiva de Cristo (v 24)
- Deus sempre é exaltado quando saimos da cova (v 25, 26)
- O crente que sai da cova, Deus faz prosperar (v 28)

TRÊS GEMIDOS: TRÊS PROPÓSITOS

TRÊS GEMIDOS: TRÊS PROPÓSITOS


Texto: Rom.8:22,23e26

Introdução: Gemido é um lamento doloroso, um som inarticulado. No sentido bíblico, é alguém estar sofrendo uma tristeza muito profunda, sem quase nenhuma esperança humana de socorro.

A primeira vez na Bíblia, que aparece a palavra gemido, é em Ex.2:24, Israel gemendo pela opressão de Faraó. Não tinham culpa de estarem ali, pois foram trazidos por seus pais. Quatrocentos anos já tinham se passados desde que vieram para ali. Se considerarmos que uma geração na Bíblia, dura quarenta anos, dez gerações já tinham-se passado e, já estava reinando um novo Faraó, que desconhecia os filhos de Israel, sua história, passado, e nem por que estavam ali.

Israel então: 1o - Suspirou
2o - Clamou
3o  - Gemeu  -  e Deus ouviu seu gemido (Ex.2:23e24).

No texto que lemos, vemos três elementos gemendo, cada um com um propósito, aguardando alguma coisa:

1 ) A CRIAÇÃO:
¨Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora¨ (Rom.8:22)

a)       A criação não tem culpa do estado de maldição em que ela está hoje. Ela teve seu estado original alterado (Rom.8:20).
b)       No relato da criação, Deus fez tudo perfeito, abençoou e disse que era bom. A terra foi criada somente para produzir ervas verdes e árvores frutíferas para mantimento do homem (Gen.1:29).
c)       Quando o homem pecou, ele próprio alterou todo o sistema, e a terra passou a produzir espinhos e cardos, contra sua vontade (Gen.3:18).
d)       Todo o sistema foi alterado, o domínio de tudo que foi dado ao homem, perdeu-se, e as feras e animais selvagens, passaram a amedronta-lo (Gen.1:28).
e)       As dores de parto que a terra sente (vs.22), é o aguardo de um novo céu e uma nova terra, que serão gerados por Deus. No milênio, todas as características originais, serão restauradas (Ap.21:1).


2o ) A IGREJA
¨E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo¨ (Rom.8:23)
a)       A igreja geme, por ter as primícias do Espirito: PRIMÍCIAS – Primeiros frutos da terra, que eram oferecidos ao Senhor. É terrível estarmos limitados por nossa carne, de desfrutarmos plenamente as abundâncias do Espirito. Somente as primícias (Rom.8:18).
b)      Gememos esperando a libertação desse corpo, da carne. Queremos e precisamos fazer o bem, mas nem sempre conseguimos. Paulo viveu esse conflito espiritual: “Por que não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço” (Rom.7:19).
c)       Gememos, pois queremos deixar esse tabernáculo, esse corpo mortal, inclinado ao pecado, para recebermos nosso novo corpo. Nesse corpo corruptível, há uma centelha de Deus, que almeja e deseja somente Ele (I Cor.15:53).
d)      Gememos esperando nossa adoção, como plenos filhos de Deus. É difícil sabermos que somos filhos, mas não temos ainda o os direitos adquiridos dessa filiação: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque assim como é o veremos” (I Jo.3:2).


3) O ESPIRITO
“E da mesma maneira também o Espirito ajuda as nossas fraquezas, porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espirito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rom.8:26).

a)       Em último estágio, vemos o Espirito gemendo, suspirando pelas nossas fraquezas e fracassos. É um nível de gemido intenso e profundo, sentindo dores.
b)      É um gemido diferente dos demais. Inexprimíveis: Que não consegue entender por palavras, gestos e fisionomias. Não há ninguém nesse mundo que consiga entender seu lamento. Uma voz silenciosa
c)       Só se conhece algo na voz silenciosa, quando se sabe a intenção dessa voz. E Deus sabe qual é a intenção do Espirito ao interceder pelo crente: “E Aquele que examina os corações, sabe qual é a intenção do Espirito...” (Rom.8:27ª).


Fonte ; www.josiasalmeida.blogspot.com

CONSEQUÊNCIAS DEUMA VIDA COM DEUS

"CONSEQÜÊNCIAS" DE UMA VIDA COM DEUS
Uma das histórias mais marcantes da Bíblia é, sem dúvidas a história do profeta Elias. O profeta mostrou-nos com sua vida e conduta, que nem sempre pode-se esperar vantagens e benefícios para aquele que faz a obra do Pai, pelo contrário, parece que os obstáculos são
maiores que os sabores de grandes conquistas e vitórias, senão vejamos:
O PAÍS
Israel passava por um dos piores momentos da história. Acabe acabava de assumir o reinado, e quando todas as expectativas de um grande governo estava no auge, o rei decepciona a todos, ao anunciar seu casamento com uma mulher estranha, de costumes e hábitos
estranhos, filha de um rei sidônio, que não tinha nada a ver com a nação hebraica.
Como se desgraça pouca é bobagem, Hiel, desacreditando da palavra profética de Josué(Jos.6:26), reedificou a Jericó, vendo cumprir na sua vida o veredicto divino: "Em seus dias Hiel o betelita, edificou a Jericó. Morrendo Abirão seu primogênito a fundou, e morrendo
Segube seu último, pôs as suas portas, conforme a palavra do Senhor, que falara pelo ministério de Josué, filho de Num" (IReis16:34).
A rainha Jezabel, simplesmente ignorou o culto a Jeová em Israel, e instituiu o culto a Baal, tornando sua adoração como uma prática oficial entre o povo de Deus.
Imagine o leitor, a grande revolta que isso causou ao país, pois, debaixo do "bigode" de um rei frouxo e inoperante, a idólatra e demoníaca rainha fazia e desfazia, mandando inclusive matar barbaramente todo aquele que professasse a fé no Deus de Israel (I Reis
19:13).
Foi exatamente num cenário como esses que aparece o profeta Elias.
QUANDO DEUS SURPREENDE
Numa situação como essas, era de se supor que Deus haveria de agir, sem dúvidas. Mas talvez, ninguém contasse com aquela forma do Senhor agir. Quando todos esperavam que Ele usasse alguém de grande envergadura ou reconhecimento popular, eis que surge alguém
do nada: "Então Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade..." (I Reis 17:1), assim começa a história de um dos maiores profetas de Israel.
Que início de ministério "fraco"!!!! Se quiséssemos traçar o perfil biográfico de Elias nos decepcionaríamos: Nome: Elias o tisbita (isso não é sobrenome, é origem. Um lugar chamado Gileade). Filiação: ignorada. Formação Acadêmica: ignorada. Formação Teológica: um
tal de "rancho dos profetas". Sustento: Jeová Jiré.
Só mesmo Deus para fazer isso. Chamar alguém sem sobrenome, sem tradição familiar, sem formação escolar e originário de um lugarejo sem tradição, e tranforma-lo no maior profeta vétero-testamentário. Aliás, Deus sempre faz isso, até mesmo Jesus, foi acusado
de "Zé-ninguém": "...pode vir alguma coisa boa de Nazaré?..." (Jo.1:46).Imagine a surpresa do rei Acabe, ao ver adentrar ao palácio real, aquele homem estranho a corte, mal-vestido, desrespeitando a ética da época (tinha que se esperar o cetro real ser apontado à pessoa, indicando a liberação da entrada a presença real), indo firmemente em
direção ao monarca, diante de todo séquito da realeza.
Embora não sendo revelada sua genealogia, a primeira fala do profeta na Bíblia, diante de Acabe, fala-nos muito mais alto do que qualquer ostentação ou credencial humana: "...vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou...". Quem era ele ninguém sabia. O que se sabe, é que ele estava diante de Deus, ou melhor, diante da "face de Deus". Isso fala mais alto do que qualquer coisa. Estar diante de Deus é o requisito mínimo de quem quer ser usado por Ele.
Mas o "pior" estava por vir: Apontando o dedo ameaçadoramente ao rei, o profeta brada: "...nem orvalho, nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra" (I Reis 17:1). Quanta segurança. Quanta firmeza. Desafiar o sistema da época, e diante do rei mostrar uma
autoridade que faltava ao monarca desviado: "...Segundo minha palavra". Em outras palavras: estou profetizando e assumindo. É eu e acabou. Acredite quem quiser, mas Deus está falando. Deus só podia honrar tamanha ousadia e intrepidez.
Acabe foi surpreendido em seus domínios. Não esperava o contra-ataque divino...
E AGORA PROFETA?
Pense você em um homem que ousou desafiar o sistema político-social-religioso da época. Época em que a palavra ou edito do rei, tinha força de lei, ou melhor, acima de qualquer lei, pois a lei era o rei.
Imagine o que pode acontecer com um homem como esse. No mínimo teria que ter a seu favor, a guarda do FBI, ou da Scotland Yard, ou quem sabe, das Forças Armadas Brasileira.
Penso no profeta virando as costas ao rei, e saindo do palácio todo trêmulo, surpreso com sua própria ousadia. Já na porta do palácio, talvez mais calmo agora, olha para o céu e indaga: "e agora Senhor? Fiz o que mandaste, mas, o que vai ser de mim?".
O profeta se sentiu ameaçado em três frentes: Alimentação: "quem vai cuidar de mim? A seca vem ai". Segurança: "quem vai me defender diante da fúria da corte?". Moradia ( ou esconderijo?): "onde vou fixar residência, longe da revolta de Acabe?". Deus mostrou sua providência ao profeta: "Moradia-esconderijo: "esconde-te junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão". Alimentação: "...eu tenho ordenado aos corvos que ali te sustentem". Segurança: anjos e todo o exército celestial estariam a disposição do profeta.
Naturalmente Elias foi declarado pelo séquito real, como o inimigo público número 1 de Israel, aliás, deixemos o próprio Acabe definir o profeta: "...és tu o perturbador de Israel?" (I Reis18:17b), "...já me achaste inimigo meu?" (I Reis21:20). Eram excelentes as
referências pessoais de Elias junto a Acabe.
Com o passar do tempo, e as águas refluindo, o pânico e desespero tomou conta do reino, e a surpresa foi maior, quando vazou a informação que o profeta Elias estava envolvido no negócio. Em pouco tempo, o profeta passou a ser mais procurado do que Bin Laden.
DEUS PROTEGE UM FUGITIVO

Aqui começa as "conseqüências" (se é que assim se pode dizer), de uma vida na presença de Deus. Primeiro, o profeta teve que se acostumar com a idéia de ter que se tornar um "fugitivo de Deus". Uma vida nômade, que tinha pouca, ou quase nenhuma preocupação
com o futuro.
A primeira parada foi junto ao ribeiro de Querite, cujas águas eram insuficientes para saciar Elias até o final da seca. As fontes de alimentação seriam as mais exóticas possíveis: Bicos de corvos trariam carne, viúva o sustentaria e anjos em última hipótese lhe traria
pães. Elias percebeu que toda dependência seria de Deus.
A partir daquele momento, seu maior sustento seria Deus. Toda sua condição de sobrevivência humana, seria Deus...Essa é uma
conseqüência de viver uma vida com Deus, estar disposto a abrir mão de um referencial de vida e aceitar o jeito soberano de Deus nos impô-la.
ESTÁS DISPOSTO????????????????



Fonte ; www.josiasalmeida.blogspot.com