O cristão e o Ficar

domingo, 28 de agosto de 2011

É comum ver muitos perguntando se os cristãos podem ou não ficar, isto é, estar temporariamente com uma pessoa que acabou de conhecer e trocar carícias com ela, mesmo sendo um completo estranho.

Ficar não é namorar. Essa prática não requer compromisso algum. Costumo dizer que se você ficar, quando Jesus voltar, você fica!

Saiba o que Deus pensa

Veja o que a Bíblia tem a dizer sobre relacionamentos dessa natureza:

1. O ficar pode levá-Io a relacionar-se com a pessoa fora da vontade de Deus, e trazer-lhe maldições.

A maldição do Senhor está sobre a casa dos ímpios, mas ele abençoa o lardos justos  (Pv 3.33).

2. O ficar pode levá-lo a relacionar-se com gente estranha que pode jogá-Io numa cova profunda.

A conversa da mulher  (homem) imoral é uma cova profunda; nela caíra quem estiver sob a ira de Deus (Pv 22.14 - NVI).

3. O ficar abre portas para o prazer irresponsável que terá diversas conseqüências desagradáveis.

Quem se entrega aos prazeres passará necessidades ...  (Pv 21.1 7).

4. O ficar abre caminhos para o pecado oculto.

Quem anda com integridade anda com segurança, mas quem se­gue veredas tortuosas será descoberto  (Pv 10.9). O cristão deve afastar-se da contaminação do mundo (2 Cr 29.5,15-19; Êx 40.10,11; Nm 7.1; 2 Cr 7.16; Lv 27.14,16; Ex 13.2; Nm 3.13; Jo 10.36; 17.19; I Co 1.1,2; 1 Pe 1.1,2;Hb 10.14).

5. Planeje um relacionamento dentro da vontade de Deus para que você seja verdadeiramente feliz.

Não é certo que se perdem os que só pensam no mal? Mas os que planejam o bem encontram amor efelicidade (Pv 14.22 - NVI).

6. Se você quizer um bom futuro pela frente, seus pais devem ser ouvidos e honrados.

Ouça o seu pai, que o gerou; não despreze a sua mãe quando ela envelhecer. Se agir assim, certamente haverá bom futuro para você e a sua esperança não falhará (pv 23 .17 -18).

7. O ficar pode contaminar a sua vida com valores ímpios, mundanos.

Como fonte contaminada ou nascente poluída, assim é o justo que fraqueja diante do impio (Pv 25.26).

8. O ficar pode trazer feridas profundas por causa das relacões mentirosas.

Como um pedaço de pau, uma espada ou umaflecha aguda é o que dáfalso testemunho contra o seu próximo (Pv 25.18 - NVI).

9. Aceite a correção dos seus líderes, pois isso pode valer ouro para a sua vida.

Como brinco de ouro e enfeite de ouro fino é a correção dada com sabedoria a quem se dispõe a ouvi-Ia (Pv 25.12 - NVI).

10. O ficar pode levâ-lo a muitos erros. Procure mudar suas atitudes, caso contrário, você será considerado como um cachorro que come o próprio vômito.

Como o cão volta ao vômito, assim o insensato repete a sua insensatez (Pv 26.11).

11. Não brinque com os sentimentos dos outros.

Como o louco que atira brasas e flechas mortais, assim é o homem que engana o seu próximo e diz: Eu estava só brincando (Pv26.18-19).

12. Cuidado com as aparências, pois você pode acabar mal.

Como uma camada de esmalte sobre um vaso de barro, os lábios amistosos podem ocultar um coração mau (Pv 26.23).

13. Não dê ouvidos à conversa tendenciosa.

. .. mas no coração abriga a falsidade. Embora a sua conversa seja mansa, não acredite nele, pois o seu coração está cheio de maldade (Pv 26.24b - NVI)

14. O ficar pode levá-Io a cair na fé.

Quem faz uma cova, nela cairá; se alguém rola uma pedra, esta rolará de volta sobre ele (Pv 26.27).

15. O ficar abre caminho para relacionamentos complicados com conseqüências ruins para a sua vida.

O prudente percebe o perigo e busca refúgio; o inexperiente segue adiante e sofre as conseqüências (Pv 27.12). Não seja sábio aos seus próprios olhos; tema o Senhor e evite o mal (Pv 1.7 - NVI).

A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual; Cada um saiba controlar o seu próprio corpo de maneira santa e honrosa, não dominado pela paixão de desejos desenfreados, como os pagãos que desconhecem a Deus. Neste as­sunto, ninguém defraude seu irmão nem dele se aproveite. O Senhor castigará todas essas práticas, como já lhes dissemos e asseguramos. Porque Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santi­dade. Portanto, aquele que rejeita estas coisas não está rejeitando o homem, mas a Deus, que lhes dá o seu Espírito Santo (1 Ts 4.3-8).

Conseqüências de uma visão distorcida da familia

A prática do ficar é fortemente incentivada pelos meios de comunicação. Charles Colson e Nancy Pearcey citam em seu livro E Agora Como Vivemos? RJ: CPAD, 2000, alguns pontos que refletem uma mentalidade anticristã familiar decorrente dos valores propagados pelos meios de comunicação.

1. Os meios de comunicação propagam a libertade sexual antes do casamento.

Para a mídia casar-se virgem está fora de moda. A Pesquisa Nacional de Crescimento da Família descobriu, porém, que as mulheres que não são virgens quando se casam têm 71 % de maiores possibilidades de divórcio. Dizer não ao sexo antes do casamento quer dizer sim a um casamento forte (Josh McDowell, Why Say No to Sex?: The Case for Teaching Sexual Abstinence outside Marriage, Eastbourne, Inglaterra: Kingsway, 1995).

2. Os meios de comunicação propagam o amor livre, independente do casamento

Influencidos pela mídia, muitos casais consideram que ficar e depois morar juntos é uma espécie de casamento experimental, como forma de testar a compatibilidade e, assim, terem uma união conjugal melhor mais tarde. Mas a realidade é exatamente o contrário: coabitação antes do casamento quase certo destrói as chances de um bom relacionamento no futuro lar. Cerca de 90% dos casais que moram juntos dizem que querem casar-se, mas a Pesquisa Nacional da Família e do Lar descobriu que quase metade dos casais separa-se antes de assinar os papéis. Aqueles que realmente se casam são 50% mais propensos ao divórcio. Coabitar não é uma preparação para o casamento: literalmente prepara os casais para o fracasso. (The National Survey of Families and Households - Levantamento Nacional de Família e Lar - como citado em Maniage Savers, 39 de McManus). A imoralidade aprisiona as pessoas (Pv 5.1-4; 22-23), traz ruína (Pv 5.1-4), e leva a pessoa para o inferno (Pv 5.3-5).

Sonhos destruídos

O ficar é alimentado por programas como Malhação, as novelas e Big Brother Brasil e outras atrações do gênero, as quais incentivam essa prática. De acordo com a Veja, 15 de setembro de 2004, p. 73, um estudo realizado pela Universidade da Califómia constatou que jovens que assistem com freqüência a programas dessa natureza, são duas vezes mais propensos a precocidade nas relações sexuais do que aqueles que não vêem esse tipo de espetáculo porque os pais não permitem.

O estudo analisou hábitos televisivos e sexuais de 1792 adolescentes ao longo de um ano. "É um aprendizado por imitação ", diz a psicóloga americana Rebeca Collins, uma das responsáveis pelo levantamento. "Se todo mundo está falando sobre sexo e fazendo sexo sem que nenhuma conseqüência negativa seja mostrada, o jovem pensa: eu preciso fazer sexo também. " Esses programas também levam o jovem a queimar etapas mais rapidamente. O estudo sugere ainda que crianças de 12 anos que assistem a atrações com conteúdo erótico mostram um despertar sexual similar ao de adolescentes de 14 ou 15 anos que vêem poucos programas desse tipo.

1 milhão de adolescentes engravidam a cada ano.

Sonhos miseráveis

Segundo a revista IstoÉ, 12 de março de 2008, p. 98, é raro encontrar um programa de tevê tão criticado pela frivolidade como o Big Brother Brasil. "O oitavo Big Brother Brasil bateu recorde em seu paredão, momento no qual os te1espectadores da Rede Globo tiram um participante da casa (onde eles ficam confinados) e da disputa ao prêmio de R$ 1 milhão". Foram cerca de 64,6 milhões de votos. "Para se ter idéia da mobilização", informa a IstoÉ, "o presidente Lula foi reeleito, em 2006, com 58,3 milhões e depois de meses de campanha pelo País". Eugêncio Bucci diz acertadamente que a pobreza dos sonhos de fama dos que se candidatam ao cativeiro de luxo de Big Brother Brasil espelha a pobreza dos sonhos do espectador cativo, que espera o espetáculo recomeçar (Jo 8.34, 32, 36). Os crentes devem separar­se da imundície e da imoralidade (1 Ts 4.1-8; Êx 19.22; 2 Co 6. 17,18; 2 Tm2.21; 2 Jo 9,10; Rm6.l1,12; Ef4.22,25-32; CI 3.5-9).

Cuidado, quando Jesus Cristo vier, você vai FICAR.

Que Deus continue lhes abençoando.

10 Passos para não se casar com a pessoa errada

Com a taxa de divórcio acima de 50%, aparentemente pessoas demais estão cometendo um grave erro ao decidir com quem pretendem passar o resto de sua vida. Para evitar tornar-se uma "estatística", tente interiorizar estes dez pontos a fim de não entrar em uma "fria".

1. Você escolhe a pessoa errada porque espera que ele/ela mude depois do casamento.

O erro clássico. Nunca despose um potencial. A regra de ouro é: Se você não pode ser feliz com a pessoa como ela é agora, não se case. Como disse, muito sabiamente, um colega meu: "Na verdade, pode-se esperar que alguém mude depois de casado... para pior!"

Portanto, quando se trata da espiritualidade, caráter, higiene pessoal, habilidade de se comunicar e hábitos pessoais de outra pessoa, assegure-se de que pode viver com estes como são agora.

2. Você escolhe a pessoa errada porque se preocupa mais com a química que com o caráter.

A química acende o fogo, mas o bom caráter o mantém aceso. Esteja consciente da síndrome "Estar apaixonado". "Estou apaixonado" freqüentemente significa "Sinto atração física." A atração está lá, mas você averiguou cuidadosamente o caráter dessa pessoa?

Aqui estão quatro traços de personalidade para serem definitivamente testados:

Humildade: Esta pessoa acredita que "fazer a coisa certa" é mais importante que o conforto pessoal?

Bondade: Esta pessoa gosta de dar prazer aos outros? Como ela trata as pessoas com as quais não tem de ser agradável? Ela faz algum trabalho voluntário? Faz caridade?

Responsabilidade: Posso confiar que esta pessoa fará aquilo que diz que fará?

Felicidade: Esta pessoa gosta de si mesma? Ela aprecia a vida? É emocionalmente estável?

Pergunte-se: Eu desejo ser como esta pessoa? Quero ter um filho com esta pessoa? Gostaria que meu filho se parecesse com ela?

3. Você fica com a pessoa errada porque o homem não entende aquilo que a mulher mais precisa.

Homens e mulheres têm necessidades emocionais específicas, e quase sempre, é o homem que simplesmente "não consegue." A tradição judaica coloca sobre o homem o ônus de entender as necessidades emocionais de uma mulher, e de satisfazê-las.

Para a mulher, o mais importante é ser amada - sentir que é a pessoa mais importante na vida do marido. O marido precisa dar-lhe atenção consistente e verdadeira.

Isso fica mais evidente na atitude do judaísmo para com a intimidade sexual. A Torá obriga o marido a satisfazer as necessidades sexuais da mulher. A intimidade sexual é sempre colocada em termos femininos. Os homens são orientados para um objetivo, principalmente quando se trata desta área. Como disse certa vez uma mulher inteligente: "O homem tem duas velocidades: ligado e desligado." As mulheres são orientadas pela experiência. Quando um homem é capaz de trocar as marchas e torna-se mais orientado pela experiência, descobrirá o que faz sua esposa muito feliz. Quando o homem se esquece de suas próprias necessidades e se concentra em dar prazer à mulher, coisas fantásticas acontecem.

4. Você escolhe a pessoa errada porque vocês não partilham metas de vida em comum e prioridades.

Existem três maneiras básicas de nos conectarmos com outra pessoa:
1. Química e compatibilidade
2. Partilhar interesses em comum
3. Compartilhar o mesmo objetivo de vida
 
Assegure-se de que você compartilha o profundo nível de conexão que objetivos de vida em comum proporcionam. Após o casamento, os dois crescerão juntos ou crescerão separados. Para evitar crescer separado, você deve entender para que "está vivendo" enquanto é solteiro - e então encontrar alguém que tenha chegado à mesma conclusão que você.

Esta é a verdadeira definição de "alma gêmea." Uma alma gêmea tem o mesmo objetivo - duas pessoas que em última instância compartilham o mesmo entendimento ou propósito de vida, e portanto possuem as mesmas prioridades, valores e objetivos.

5. Você escolhe a pessoa errada porque logo se envolve sexualmente.

O envolvimento sexual antes do compromisso de casamento pode ser um grande problema, porque muitas vezes impede uma completa exploração honesta de aspectos importantes. O envolvimento sexual tende a nublar a mente da pessoa. E uma mente nublada não está inclinada a tomar decisões corretas.

Não é necessário fazer um "test drive" para descobrir se um casal é sexualmente compatível. Se você faz a sua parte e tem certeza que é intelectual e emocionalmente compatível, não precisa se preocupar sobre compatibilidade sexual. De todos os estudos feitos sobre o divórcio, a incompatibilidade sexual jamais foi citada como o principal motivo para as pessoas se divorciarem.

6. Você fica com a pessoa errada porque não tem uma profunda conexão emocional com esta pessoa.

Para avaliar se você tem ou não uma profunda conexão emocional, pergunte: "Respeito e admiro esta pessoa?"

Isso não significa: "Estou impressionado por esta pessoa?" Nós ficamos impressionados por um Mercedes. Não respeitamos alguém porque tem um Mercedes. Você deveria ficar impressionado pelas qualidades de criatividade, lealdade, determinação, etc.

Pergunte também: "Confio nesta pessoa?" Isso também significa: "Ele ou ela é emocionalmente estável? Sinto que posso confiar nele/nela?"
 

7. Você se envolve com a pessoa errada porque escolhe alguém com quem não se sente emocionalmente seguro.

Faça a si mesmo as seguintes perguntas: Sinto-me calmo, relaxado e em paz com esta pessoa? Posso ser inteiramente eu mesmo com ela? Esta pessoa faz-me sentir bem comigo mesmo? Você tem um amigo realmente íntimo que o faz sentir assim? Assegure-se que a pessoa com quem vai se casar faz você sentir-se da mesma forma!

De alguma maneira, você tem medo desta pessoa? Você não deveria sentir que é preciso monitorar aquilo que diz porque tem medo da reação da outra pessoa. Se você tem receio de expressar abertamente seus sentimentos e opiniões, então há um problema com o relacionamento.

Um outro aspecto de sentir-se seguro é que você não sente que a outra pessoa está tentando controlá-lo. Controlar comportamentos é sinal de uma pessoa abusiva. Esteja atento para alguém que está sempre tentando modificá-lo. Há uma grande diferença entre "controlar" e "fazer sugestões." Uma sugestão é feita para seu benefício; uma declaração de controle é feita para o benefício de outra pessoa.

8. Você fica com a pessoa errada porque você não põe todas as cartas na mesa.

Tudo aquilo que o aborrece no relacionamento deve ser trazido à baila para discussão. Falar sobre aquilo que incomoda é a única forma de avaliar o quão positivamente vocês se comunicam, negociam e trabalham juntos. No decorrer de toda a vida, as dificuldades inevitavelmente surgirão. Você precisa saber agora, antes de assumir um compromisso: Vocês conseguem resolver suas diferenças e fazer concessões que sejam boas para ambas as partes?

Nunca tenha receio de deixar a pessoa saber aquilo que o incomoda. Esta é também uma maneira para você testar o quanto pode ficar vulnerável perante esta pessoa. Se você não pode ser vulnerável, então não pode ser íntimo. Os dois caminham juntos.

9. Você escolhe a pessoa errada porque usa o relacionamento para escapar de problemas pessoais e da infelicidade.

Se você é infeliz e solteiro, provavelmente será infeliz e casado, também. O casamento não conserta problemas pessoais, psicológicos e emocionais. Na melhor das hipóteses, o casamento apenas os exacerbará.

Se você não está feliz consigo mesmo e com sua vida, aceite a responsabilidade de consertá-la agora, enquanto está solteiro. Você se sentirá melhor, e seu futuro cônjuge lhe agradecerá.

10. Você escolhe a pessoa errada porque ele/ela está envolvido em um triângulo.

Estar "triangulado" significa que a pessoa é emocionalmente dependente de alguém ou de algo, ao mesmo tempo em que tenta desenvolver um outro relacionamento. Uma pessoa que não se separou de seus pais é o exemplo clássico de triangulação. As pessoas também podem estar trianguladas com objetos, tais como o trabalho, drogas, a Internet, passatempos, esportes ou dinheiro.

Assegure-se de que você e seu parceiro estejam livres de triângulos. A pessoa apanhada em um triângulo não pode estar emocionalmente disponível por completo para você. Você não será a prioridade número um. E isso não é base para um casamento.

Cobrindo a nudez

"... tomando o corpo, envolveu-o num pano limpo de linho..." - (Mateus 27. 59)

Quando contemplamos gravuras ou quadros que mostram a cena de Jesus na cruz, percebemos que as Suas partes íntimas estão sempre cobertas. É possível que alguém tenha obtido permissão para cobrir a nudez de Jesus, pois, expor o corpo nu era uma forma de humilhar os condenados ou prisioneiros de guerra. É possível também que os artistas e pintores, por questão de pudor e respeito, tenham acrescentado a proteção, cobrindo, assim, a nudez de Jesus.

Um símbolo na Bíblia para a nudez, em particular no que se refere às partes íntimas é: "vergonhas". Quando acontecia de uma mulher ser flagrada em adultério, era humilhada em público, sendo suas roupas levantadas acima da sua cabeça. Os que aplicavam as punições eram hipócritas... Como Jesus bem o demonstrou em João, 8.1,11.

Deus conhecia bem a hipocrisia dos israelitas, como conhece hoje a dos que estão na Igreja, vivendo falsa religiosidade, piedade, santidade e espiritualidade. Por isso avisa-os através dos profetas: "Porei a descoberto as suas vergonhas" (segundo o texto, morais e espirituais, conforme Isaías, 3.17; 7.20; Jeremias, 13.22,26; Naum, 3.50).

Lamentavelmente, há muitos entre o povo de Deus que sentem prazer mórbido em expor as vergonhas dos líderes e, de modo cruel, dos ungidos do Senhor, esquecendo-se das advertências divinas (II Samuel, 24.10; 26.9; I Crônicas, 16.22; Salmos, 105.15). Aos impiedosos, Deus adverte que vai tornar públicas as suas vergonhas (Jeremias, 13.26).

A imagem da Igreja, em geral, tem sido desgastada e desacreditada porque os próprios "membros" do Corpo de Cristo dão ênfase, até para descrentes, das falhas dos seus irmãos na fé. O Apóstolo Paulo se refere a tais pessoas como vãs, porque o que elas fazem e tramam em oculto, só o referir, só o comentar... Já é vergonhoso (Efésios, 5.12).

Uma das características de Jesus, o Messias, é que Ele não expõe publicamente as nossas falhas pessoais, não esmaga a cana quebrada, nem apaga a pequenina chama, quando por algum motivo caímos (Isaías, 42.1,4; Mateus, 12.18,20); não foi assim que agiu quando apareceu aos Seus discípulos após a ressurreição, naquela que foi para eles a Reunião da Restauração? "Paz seja convosco!" (João, 20.19,26).

Quem cobre as vergonhas do seu irmão demonstra amor, compaixão e temor a Deus; quem as expõe, mostra ausência de misericórdia.

Os Sete Caminhos do Deserto Que Nos Levam a Deus

Texto Dt. 8.2-3


Introdução

Algumas vezes Deus permite que certas circunstâncias surjam na nossa vida, só para ver se somos assim tão honestos e sinceros quando falamos no Seu nome. Por isso, Ele permite que na nossa vida aconteçam dificuldades, adversidades, opressões, doenças, e problemas familiares. Por que Deus permite o deserto na nossa vida?. A própria Palavra de Deus nos afirma que, muitas vezes, o próprio Deus nos manda para o deserto. E, para que não tenhamos dúvidas sobre isso, lembremos que nem mesmo o Filho de Deus, ficou isento da provação. O Espírito Santo o conduziu ao deserto para ser tentado pelo diabo (Mt.4.1).

O povo de Israel viveu no Egito durante 430 anos, a maior parte deste período, foram como escravos. Viveram numa liberdade reprimida e controlada pelos egípcios que possuíam crenças e hábitos estranhos aos valores espirituais de Israel. Isso resultou na assimilação de alguns hábitos e comportamentos, e no surgimento de sentimentos mesquinhos, medíocres e negativistas, os quais se tornaram mais evidentes no deserto. Esses sentimentos faziam com que o povo de Israel reclamasse de tudo e perdesse boas oportunidades de valorizar as experiências com Deus no deserto. Dessa forma, o povo acabou tornando-se mais hostis e amargos.

O ambiente do deserto permitiu a Israel perceber não só as suas limitações e desafios, como também a grandeza de Deus evidenciada por grandes obras e preciosas lições. Essas experiências foram necessárias para mudar essa Nação à maneira de Deus, pois como povo Seu, ela deveria cumprir os seus propósitos aqui na terra como havia sido dito a Abraão: “em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn.12.3).

Quando falamos em deserto a primeira coisa que vem na nossa mente é de imaginarmos uma região que não chove, de um lugar quente e seco, incapaz de sustentar pouca vida. Um lugar de muita areia e pedras, onde não existe conforto, nem água para beber. E o deserto espiritual, o que vem ser na realidade?. Posso definir em poucas palavras: É O LUGAR ONDE DEUS TOCA PROFUNDAMENTE A ALMA DO HOMEM.

Queridos, o deserto espiritual é exatamente a mesma coisa. É a nossa “vida seca” diante da presença de um Deus que nos dá vida e vida em abundância. Deus permite que aconteça o deserto na nossa vida para provar o nosso coração, se ele está firme N’Ele, ou se ainda estamos vacilantes na fé. O deserto põe o homem face a face com Deus. À medida que o homem mostra a sua fraqueza, ele se vê obrigado a buscar refúgio e amparo no Senhor. Veja que após a euforia da saída do Egito, e do milagre da passagem pelo Mar Vermelho, onde todos passaram de pés secos, atrás deles, o mar se fechou mostrando que Deus só abre caminho para seus filhos, e o caminho que Deus abriu para você ninguém mais vai passar!. Você crê nisso?!.

O povo começou a sua caminhada pelo deserto, vindo em seguida às provações, pois para Deus o ouro quanto mais provado no fogo, mais puro fica, e melhor é o seu valor!. É no deserto que nos despojamos de nós mesmos. É o encontro da verdade. É quando nos quebrantamos num ambiente hostil, onde não gostamos e nem estamos acostumados a ficar. Saiba que Deus não atrai crianças nem covardes para o deserto, mas homens que demonstrem coragem para lutar e vencer as batalhas que lá se encontram. O próprio Jesus deu o testemunho sobre um homem valente que seria encontrado no deserto ao falar de João Batista (Mt. 11.7-14).

O deserto é uma obra de Deus, para onde Ele dirige os seus eleitos (Os.2.16). É onde Deus parece atrair-nos para uma experiência. Um chamado de Deus, para mergulharmos na mais profunda intimidade pessoal com o Senhor. Não podemos cair na tentação de dizer que o deserto é uma punição divina, o que não é verdade, pois até os grandes homens de Deus passaram por essa experiência em suas vidas. Deus promete que nos ajudará a passar por esse período, que costumamos chamar de deserto.

No deserto Ele nos protege, nos defende, nos ajuda, e até nos livra dos perigos. Deserto é um lugar de passagem, não é um lugar para se morar!. Talvez você esteja pensando assim: se o deserto é um lugar de solidão, de falta de perspectiva, onde andamos sem rumo, nos sentimos tristes, abatidos, e amargurados, então por que Deus não evita de passarmos por esse lugar tão sombrio?.

Amados, não há como evitar!. Um dia todos nós teremos que passar por ele!. Pense diferente!. Lembre-se: foi preciso atravessar o deserto para que o povo de Deus pudesse alcançar a terra que o Senhor havia prometido!. Deserto é lugar onde experimentamos os milagres de Deus, mesmo no meio de tantas adversidades. Um lugar onde não há resposta para todas as nossas perguntas, todavia lá existe o mais importante: a Presença de Deus!. É onde Deus governa totalmente a nossa vida!. O deserto é lugar de autoconhecimento e de preparação para os guerreiros que estão dispostos a aprenderem a conquistar!.

Embora o deserto seja um lugar de escassez, de luta e sofrimento, é também uma fonte de permanente poder, cenário onde Deus quer nos capacitar, preparar, e transformar a nossa vida para que ela seja um referencial para a nossa igreja, para os nossos amigos e nossos familiares. Deus quer que todos vejam o seu exemplo de vida cristã. Vejamos então os Sete Caminhos que Deus nos leva para que a nossa vida seja impactada!.

O PRIMEIRO CAMINHO – NO DESERTO NOS HUMILHAMOS

Ele sabe que o maior inimigo de nós mesmos é o ego: o orgulho, a vaidade, a soberba, a prepotência, a auto-suficiência. Deus quer nos livrar da nossa justiça própria que se recusa a reconhecer os nossos próprios pecados. Deus quer nos livrar da hipocrisia, dos altos padrões morais, teimamos mostrar para os outros, mas que na verdade não movemos um dedo para vivê-los. Deus quer nos livrar de um espírito crítico que vê o cisco no olho do irmão, mas não consegue perceber a trave que está dentro dos seus olhos!.

No deserto, Deus nos faz ver quem realmente somos!. As máscaras caem. Os pecados mais íntimos são revelados. Arrependimento e contrição são seguidos pelo perdão de Deus que nos faz humildes na sua presença. O Senhor nos conhece muito bem, mas nós não nos conhecemos como Ele nos conhece!. Atravessar o deserto ajuda a nos conhecer melhor, e nos tornarmos uma pessoa muito melhor. O caminho do deserto é difícil, mas não impossível para quem vai atravessá-lo. Deus atravessa conosco!.

O SEGUNDO CAMINHO – NO DESERTO DEUS NOS PROVA

Não temos dúvidas da onisciência de Deus. Ele sabe o que ocorre nos recessos de nosso coração. Ao mesmo tempo, Deus quer evidências de que estamos prontos para obedecê-lo de todo coração. Palavras somente, por mais tocantes que sejam não são suficientes para Deus. Podemos confessar com lágrimas que amamos Deus e que estamos prontos a entregar nossa vida para ele. Hipocrisia nossa!. É no deserto que vamos demonstrar a realidade de nosso amor por Deus. Quando tudo vai bem, é fácil louvar a Deus. No deserto, somos surpreendidos quando descobrimos o que está guardado bem no fundo do nosso coração.

Se há murmuração, ingratidão e desejos de voltar para o Egito, ou uma fé inabalável Naquele que prometeu, uma terra que mana leite e mel. Cada deserto que atravessamos na nossa vida, terá um valor inestimável para nosso crescimento espiritual!. É um lugar de oportunidades, um lugar de encontro, onde nossas lágrimas serão mais verdadeiras. Lá descobriremos que aquilo que achávamos ser, não é realmente o que somos!. È lá que os nossos valores serão questionados. É lá que percebemos nossos limites, quando nos defrontamos com a nossa fragilidade. É lá que somos desmascarados, e os mais íntimos sentimentos do coração, são trazidos para fora.

Quando somos postos a prova por Deus, vamos descobrir que as nossas próprias forças são limitadas. Quando o Senhor nos confronta no deserto, começamos a entender o quanto espiritualmente somos fracos e que precisamos de um alicerce chamado Deus para suportar todas as provas.

O TERCEIRO CAMINHO – NO DESERTO DEUS NOS DÁ SUA PROVISÃO

Enquanto vivemos na ilusão de que somos capazes de resolver nossos problemas e conduzir nossas vidas, não saberemos o que é a intervenção de Deus. Confiamos mais em nosso contra cheque, em nossas posses, em nossas habilidades, nos nossos bens. É no deserto que vamos descobrir que a água pode jorrar da pedra e o pão pode vir do céu. No deserto experimentamos a presença de Deus agindo de forma inconfundível na nossa vida, para darmos testemunho de que ele é o Deus vivo e Eterno.

O povo necessitava aprender que sua simples existência não dependia de seus próprios esforços, mas de Deus ir ao encontro dessas necessidades. Cada manhã Deus diria uma nova palavra e providenciaria o alimento daquele dia. Em Mateus cap. 4 e Lucas cap.4 Jesus nos dá um belo exemplo quando venceu a primeira tentação de Satanás. Apesar de faminto, escolheu esperar uma palavra de Deus, sabendo que esperar pelo Pai é mais essencial à vida do que o próprio alimento!. É esta verdade que a experiência no deserto com suas severas privações, superadas dia a dia pela provisão divina, pretendeu ensinar o povo hebreu.

O QUARTO CAMINHO – NO DESERTO DEUS NOS ALIMENTA ESPIRITUALMENTE

Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. A verdade de Deus nos alimenta, nos fortalece, nos dirige, nos corrige, nos educa, nos disciplina. Ela é a nossa vida. Como uma árvore ao lado de um rio, assim é aquele que ama a Palavra de Deus. Suas folhas são verdes e seus frutos abundantes. Como um pai, Deus nos disciplina para que alcancemos a maturidade.

Por isso, não desfaleça no deserto. Há um propósito. Há uma necessidade. E quando você entrar na terra prometida, você se lembrará que as mais preciosas lições da vida foram aprendidas no deserto. E para nossa surpresa vamos entender que Deus sempre esteve presente no nosso deserto. Bem aventurados são os que atravessaram o deserto e não perderam o afeto por Deus, pois puderam enxergar em meio à escuridão, a luz de Deus.

O QUINTO CAMINHO – NO DESERTO APRENDEMOS MAIS DE DEUS

No deserto encontramos algo valioso: o renascer de nossa alma e do nosso espírito. Se a alma estava corrompida ficará são. Se o espírito estava doente ficará sarado. Se estava velho, ficará novo!. Se o coração estava orgulhoso e vaidoso, se tornará humilde. Se estava longe de Deus, certamente estará mais próximo D’Ele!. Quando estamos no deserto ninguém se mete!. É só Deus e nós!. Deus quer que cheguemos bem perto D’Ele!.

É nesse momento que temos que abrir o coração para aprender. Aprender com Deus, aprender mais de Deus, e da Sua Palavra. Mostrar os nossos erros, depender mais D’Ele, aprender a amar mais os outros, aprender a fazer o bem para os outros, e aprender a perdoar os outros. Deus nos ensina para praticarmos, por em ação algo que estava perdido e adormecido dentro de nós!.

No fim da nossa jornada pelo deserto, já teremos aprendido a não nos preocupar com as circunstâncias que nos rodeiam. Já não nos importaremos se as dunas eram altas, se o sol era muito quente, se a noite fazia muito frio, ou se o caminho foi muito longo. A melhor lição que o deserto quer nos ensinar, é que Deus esteve presente o tempo todo conosco, nos protegendo e nos guardando dos grandes perigos (Is.43.2).

O SEXTO CAMINHO – NO DESERTO APRENDEMOS A ORAR E SER DEPENDENTES DE DEUS

Como podemos aproximarmo-nos de Deus e receber do Senhor a certeza de nossa mudança e transformação, se não tivermos comunhão com Ele?. Comunhão de intimidade!. Aproximação verdadeira para falarmos com Ele!. Como poderemos aprender a ouvir a voz de Deus, se não for através da oração. E como iremos aprender de Deus, se não houver intimidade com Ele?.

Só teremos intimidade com o Senhor, se tivermos ligados a Ele com as nossas orações. Não faça orações para pedir coisas desnecessárias, coisas sem importância para a sua vida. Procure-o!. Busque-o! Deseje-o!. Chore por Ele!. Anseie por Ele!. Só assim cresceremos e nos tornaremos dependente do seu poder e da sua glória para superarmos o deserto!.

O homem que depende de Deus é aquele que vive em retidão, não tem o coração “seco”, frio, seus pensamentos não são áridos, nem seu ministério é estéril. O dependente de Deus tem revelação, unção, graça. É vitorioso em Cristo.

O SÉTIMO CAMINHO – NO DESERTO APRENDEMOS A CHORAR E A CLAMAR POR DEUS

Muitos, só sabem murmurar, quando aparecem as adversidades. Foi assim com o povo hebreu. Eles não sabiam bem o que queriam. Às vezes queriam chegar em Canaã, outra hora, queriam voltar para o Egito. Mas como conseguir ir em frente sem olhar para trás?. Simplesmente clamando, chorando e se quebrantando na presença do Senhor. O coração pode até ficar indeciso nessas horas, mas mesmo assim Deus se fará presente para nos ajudar nas nossas dúvidas!.

Nos dias atuais, devido a uma vida cheia de compromissos, as pessoas muitas vezes negligenciam o tempo para Deus, gastam quase a totalidade do tempo em atividades que não tem muito valor à luz da eternidade. Dedicamos por exemplo muito tempo ao nosso trabalho e pouco tempo ao culto, lemos livros, revistas, vemos televisão, vamos ao cinema, mas são poucos os que lêem a Bíblia. Falamos muito com nossos amigos, mas quase não falamos de Deus para eles, e o pouco tempo que nos sobra não dedicamos à oração!..

Isso nos traz grandes prejuízos espirituais, pois perdemos nossa sensibilidade espiritual. Por esta razão a Bíblia nos exorta a aplicarmos diligência em nossa administração do tempo, e nos diz que devemos “remir o tempo porque os dias são maus”. No deserto temos todo o tempo do mundo para Deus. É quando nos derramamos na sua presença, clamamos a Ele, vamos a todos os cultos, participamos de campanhas, choramos, louvamos, oramos, reverenciamos. É no deserto que aprendemos a confiar, a obedecer e conhecer melhor o nosso Deus.

Conclusão

Amados, quando estiver passando pelo seu deserto, lembre-se que caminhando ao seu lado, tem um Deus Forte para lhe guiar até o final do caminho. Deus sabe que você vai chegar até o final da sua jornada, pois o fraco não consegue ir longe, na sua missão. Deus sabe que a impaciência e a incompreensão, estarão fazendo parte do seu caminho. Precisamos entender que o deserto não é só uma fase na nossa vida, mas um princípio espiritual.

Deus quer que reconheçamos que o deserto faz parte da Sua disciplina, mas também é um momento sublime de sabermos como os nossos corações estavam cheios de motivações erradas. Quando olhamos para as nossas igrejas, podemos ver que muitos estão entrando e outros estão saindo do deserto. Sempre que Deus precisar transformar o nosso caráter, é possível que muitos vão ser lançados no deserto. O tempo da nossa permanência ali dependerá exclusivamente de não murmurarmos, obedecermos e aceitarmos fazer a vontade do Senhor.


Fonte ; www.josiasalmeida.blogspot.com

A Depressão do Profeta Elias

"Elias, foi sentar-se embaixo de um pé de zimbro e pediu a morte" I Rs 19:4

É dificil entender como alguém de relacionamento tão íntimo com Deus, cheio do Espírito Santo, chegue a tal situação. Elias, não foi o primeiro, e não será o único. Por todos os dias, desfrutamos de misericórdia e fidelidade Divina, porém, quando as tribulações nos chegam, a falibilidade humana, tende a esquecer a infalibilidade de Deus. Elias, estava desanimado, angustiado e cheio de dúvidas:Ameaçado de morte, foge da terrível Jezabel e refugia-se no deserto, embaixo de um pé de zimbro, pedindo a morte.

Ele preferia ser morto por Deus, a ser entregue a uma ímpia . Elias, havia presenciado a morte, de muitos profetas, não esperava, contudo, que sua vez chegaria. Afinal, ele era amigo de Deus, com muitas promessas a serem realizadas. Isto já conteceu com você? Acreditou firmemente nas promessas Divinas e de repente viu tudo conspirar contra? Deus, havia esquecido de Elias? Haveria Deus, esquecido de mim e de você? Dos que O buscam e confiam em Sua providência?

Eu já estive como Elias. Foi quando escrevi o artigo: "No começo era o fim" ou "Não temas, verme de Jacó". Estive, em um momento de grande angústia, vi, uma porção preciosa de minha vida desmoronar. Parecia o fim. Não cheguei a pedir a morte, mas, era como se houvesse morrido. Me refugiei no "zimbro", A Palavra de Deus. As mensagens, que ministro, passam primeiramente por mim. Deus, me fala, me anima, me conforta, e me sinto na obrigação de fazer o mesmo. Porque sei, que outras vidas serão edificadas. Embaixo do "zimbro", recebo Àgua e Pão. Me fortaleço para prosseguir, confiante de que Deus está comigo.

Hoje, ao reler o artigo que escrevi a dois anos atrás, vejo como Deus me foi fiel. Converteu o mal começo. Tornou tudo novo e melhor! Maravilhoso É O Senhor! Grande em poder e misericórdia! Elias, caminhou solitário, por um dia, em direção ao deserto, sem comida, nem água, em silêncio, conversou com Deus, porque sequer tinha forças para falar. Ao encontrar a sombra, contemplou a aridez do solo, o céu, sem nuvens, e erguendo sua voz, orou, a Deus. Não era a oração que Deus, queria ouvir. Mas que Deus, sabia ser possível e previsível a todo e qualquer homem limitado e oprimido.

Satanás, ataca-nos em nossos momentos de fraqueza. Foi assim, com Jesus, no deserto. Jesus, teve fome, o inimigo, lhe ofereceu pão. Ele se apresenta, como a solução mais rápida e fácil. Foi assim com Elias: "Pede a morte, você, não merece mais viver dessa forma", essa voz, "martelava" na cabeça do profeta. Assim, como martelou na de Moisés, Jonas e Jô. Exatamente, quando se acharam em grande aperto, eles, também, pediram a morte. Ao nos sentirmos derrotados, o inimigo, tem a vitória.

Quando você estiver caminhando para o deserto, lembre-se, refugie-se no zimbro: "E deitou-se e dormiu debaixo do zimbro; eis então que o anjo o tocou, e lhe disse: levanta-te come" I Rs 19:5. Elias, estava tão desanimado que comeu bebeu, mas dormiu novamente. Isto, pode acontecer conosco. Elias, recebeu o Rhema de Deus. Deus, falando especificamente para Ele. Uma palavra viva, tão viva, que moveu o céu. Um anjo, visível, lhe animando. Elias, tornou a dormir. E pela segunda vez ouviu: "Levanta e come, te será muito longo o caminho"I Rs 19:7. O caminho foi realmente longo, o profeta, caminhou por quarenta dias no deserto, fortalecido por Deus.

Talvez, Elias desejasse, comer e dormir para sempre, mas, é impossível, permanecer inerte, quando Deus nos fala fazendo-nos saber que está conosco. Quando Deus fala, tudo se transforma. Quando Ele diz: "Não temas, pois, porque estou contigo" Is 43:5, impossível não se levantar. O profeta, seguiu, porém, após os quarenta dias, tornou a se sentir fraco. Se refugiou em uma caverna, e Deus, novamente, o falou, através de uma brisa "mansa e delicada". Elias estava obstinado. Deus, porém, não desistiu de Elias. Ele nunca desiste de nós. Por isso, "saia da caverna". Não se intimide pelas ameaças do inimigo. Coma e beba no "zimbro" e não desista.

"Senhor, mataram todos os profetas e só eu fiquei e buscam minha vida para matar-me" I Rs 19:14. Elias, estava certo de que era o único naquela situação. Deus, pacientemente , o manda retornar, diz para ele ungir Eliseu como profeta para substitui-lo, por fim, revela a Elias que existiam mais sete mil homens (profetas), na mesma situação dele: ameaçados de morte, fugindo de Jezabel. Não somos os únicos a passar por tribulações, existem milhares de vidas em situação igual ou pior que a nossa.

A história de Elias, teve um final feliz. Ele venceu em vida, até ser arrebatado aos céus. Seus inimigos, tiveram um fim trágico. Elias, com todas as suas falhas, foi agradável a Deus. Conosco, não é diferente. Deus nos ama. Mais do que nossa finita mente possa alcançar. Ele, não quer que desistamos, mas que nos refugiemos Nele. No "zimbro", onde Àgua e Comida, nos fortalecerá rumo a vitória. Que as lições de Elias "homem sujeito ás mesmas paixões que nós"Tg 5:17, fale, profundamente aos nossos corações, amém.