Toda ferramenta preparada contra Ti!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Toda ferramenta preparada contra Ti......

"Toda ferramenta preparada contra Ti não prosperará; toda língua que se levantar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a herança dos servos do Senhor e a sua justiça que de mim procede, diz o Senhor".

1) É Deus quem faz...
2) É você quem tem que fazer
3) A promessa é de Deus

Analisando pela hermenêutica, a primeira parte é Deus quem faz...
TODA FERRAMENTA FORJADA CONTRA TI...
  Ferramenta forjada, é aquela que previamente é preparada no fogo, moldada para uma determinada guerra, antecipadamente projetada. Isto, dando uma suposta certeza aos que assim trabalharam nesta ou nestas armas, de que elas seriam infalíveis.

É assim que o maligno trabalha. Ele recruta pessoas mentalmente fracas, de índoles pervertidas, caráter corrompido, e trabalha nestas mentes para se levantar contra tudo o que é objeto de culto a Deus. Certamente que o primeiro alvo são os santos de Deus.

Existem pessoas que se levantam contra pastores, contra o louvor, contra a liturgia, contra tudo, até contra a zeladoria. São pessoas de mentalidade fraca.
Lembre-se de uma coisa: São estas pessoas que precisam ser curadas, e não rejeitadas.

Ele diz que não prosperará. Descanse, pois nisto.
A segunda parte é você quem tem que tomar posição de guerra em oração...TU A CONDENARÁS...venha de onde vier, rejeite toda língua ferina contra você... Mas lembre-se, a nossa luta não é contra a carne e sangue, por isso, perdoe os que te acusam, ou os que te ferem levianamente, mas destrua em oração as palavras MALDITAS contra você.
E em terceiro lugar, as promessa vem de Deus: "Esta é a herança dos SERVOS do Senhor..." Deixe-se abraçar por estas promessas, pois, "esta é a justiça com que Ele te cobre..."

Em Isaías 59 estão escritas as palavras mais impressionantes com respeito a justiça e o juízo. Não existem lugares, aonde se possa encontrar, ver e viver estes atributos, pois é somente pela presença de Deus, que se manifestam, tanto a justiça, juízo e misericórdia.
Está escrito neste capitulo abençoado do profeta Isaías, que, o Senhor procurou por alguém e maravilhou-se de que não houvesse um intercessor. Está escrito:
“Pelo que seu próprio braço lhe trouxe a salvação, e a sua própria justiça o susteve”.
E na continuidade da palavra profética, está escrito: “Porque se revestiu de justiça, como de uma couraça...” vers.16,17
Atente para esta palavra, pois,quando você, pela palavra da verdade, é abraçado pelo evangelho da salvação, a couraça da justiça, esta mesma couraça, é colocada sobre a sua vida, (Ef.6.14) para que você aprenda a apagar os dardos inflamados do maligno, aprenda a destruir as setas que voam ao meio dia e a amaldiçoar toda língua ferina, toda arma forjada contra você. É desta maneira que você trará sobre a sua vida...A JUSTIÇA QUE VEM PELA FÉ.

Que Deus te abençoe...você é mais do que vencedor.

E sereis como Deus

A simplicidade do Evangelho

Quando lemos atentamente a segunda epístola de Paulo aos Coríntios capítulo 11, ficamos até certo ponto, impressionados com a simplicidade da exortação em si mesma. Exortação esta, que o apóstolo dirige a uma igreja que conhecia e vivia, os dons e as manifestações do Espírito, e por que não dizer, em plenitude.
No entanto, devemos atentar para o que está escrito no versículo três, pois somos reportados ao principio da criação, exatamente na “queda”, sendo no nosso entendimento, a nossa herança de rebeldia.
E se o apóstolo Paulo, traz a memória, como exortação aos nossos corações, devemos estar atento com as mesmas manifestações, nas nossas vidas, com uma única intenção: A continuidade da queda.
Vejamos o que está escrito:
“Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com sua astúcia, assim também sejam, de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo”.
Palavras chave como “Astúcia, Enganou”, provém de uma natureza caída, que, exercitada por um interesse, tem por objetivo, repito, até certo ponto, perpetuar esta queda da criação de Deus.
Saliento três pontos chave:
1)Atrás da astúcia sempre tem um interesse.
2)A astúcia é ativa, e não passiva.
3)Pois algo a impulsiona.

O que provoca: “Corrompidos os vossos sentidos”, como resultado, “Aparte-se da simplicidade”.
Agora, atente para as três afirmativas fundamentais, daquele que, tendo nele mesmo o principio da rebeldia, move-se com astúcia dos seus próprios enganos. Ele induz o homem, aos seus próprios erros, senão, vejamos:
1)É assim que Deus disse?
Sintoma de dúvida. Quando você dúvida da Palavra de Deus, isto provém de um sentido de rebeldia, e a tendência é “ir” corrompendo os sentidos exatos da verdade.
-É assim que Deus disse? Nunca alimente dúvidas, com respeito a palavra de Deus. Acentue: Está escrito.
2)Certamente não morrereis.
Uma vez corrompido os sentidos da exatidão, fica mais fácil colocar no lugar da verdade, aquilo que se quer, mesmo sendo mentira. Deus disse: Morrereis. O diabo disse: Certamente não morrereis. Vemos hoje a colheita da semeadura dos enganos ministrados no meio chamado “evangélico”. No entanto, contemplamos a mortandade espiritual, que tem mais cheiro de morte para a morte, e o verdadeiro sentido de vida é relegado ao segundo plano.
3)Sereis como Deus.
Creio que este é o objetivo da própria soberba, pois foi assim no início. “Até que se achou iniqüidade em você”, e aí se precipitou, e não se achou mais lugar para ele.
Quando o homem se deixa levar pela soberba, mal se cuida de que este é o pecado que abertamente a palavra nos fala: Deus resiste ao soberbo...
Humilhe-se, que Deus ao seu tempo te exaltará...mas, nunca diga serei como Deus...

11 Dicas para mim fazer quando não se está sendo crente direito

Introdução: O justo sofre quando está fraquejando na vida cristã. Sabe que é sal da terra e não pode perder o sabor. Conhece o peso de sua responsabilidade. As palavras da carta aos Romanos lhe são familiares: “Porque, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por causa de vós.” Rm 2.24 ARC. O que fazer? Buscar a conversão plena. Clamar pela misericórdia a Deus.

1 – POR A BOCA NO PÓ. “Ponha a boca no pó; talvez assim haja esperança.” Lm 3.29 ARC. Humilhar-se diante da santidade e majestade de Deus. Quem melhor explica o assunto é o texto de II Crônicas 7.14: “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” ARC. Não há alternativa.

2 – RASGAR O CORAÇÃO. “E rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus; porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em beneficência e se arrepende do mal.” Jl 2.13 ARC. Abrir a alma e voltar-se para Deus com reverência e temor a Ele. O rei de Nínive com seus súditos satisfizeram ao apelo do profeta de Deus: “Porque esta palavra chegou ao rei de Nínive, e levantou-se do seu trono, e tirou de si as suas vestes, e cobriu-se de pano de saco, e assentou-se sobre a cinza. E fez uma proclamação, que se divulgou em Nínive, por mandado do rei e dos seus grandes, dizendo: Nem homens, nem animais, nem bois, nem ovelhas provem coisa alguma, nem se lhes dê pasto, nem bebam água. Mas os homens e os animais estarão cobertos de panos de saco, e clamarão fortemente a Deus, e se converterão, cada um do seu mau caminho e da violência que há nas suas mãos. Quem sabe se se voltará Deus, e se arrependerá, e se apartará do furor da sua ira, de sorte que não pereçamos? E Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria e não o fez." Jn 3.6-10 ARC.

3 – LEMBRAR-SE DE ONDE INICIOU A QUEDA. “Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres." Ap 2.5 ARC. É importante saber onde a fraqueza predomina e combatê-la. Não repetir o erro. Nabucodonosor recorda os passos de seu orgulho e queda; após seu castigo, reconhece o temor a Deus. Ler o testemunho completo no capítulo 4 de Daniel. Ele conclui: “Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, e exalço, e glorifico ao Rei dos céus; porque todas as suas obras são verdades; e os seus caminhos, juízo, e pode humilhar aos que andam na soberba.” Dn 4.37 ARC.

4 – CONSIDERAR A NECESSIDADE DE MUDANÇA. “O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” Lc 18.13 ARC. O publicano era adorador, mas não preenchia ‘os requisitos’. Queria aperfeiçoamento. O malfeitor crucificado ao lado de Cristo sabia de sua situação pecaminosa; repreendeu o outro salteador e pediu o favor do Senhor. “Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez. E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu Reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.” Lc 23.40-43 ARC.

5 – ASSUMIR A MISÉRIA PESSOAL. “Porque o que faço, não o aprovo, pois o que quero, isso não faço; mas o que aborreço, isso faço.” Rm 7.15 ARC. “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço." Rm 7.19 ARC. Dizer a Deus não entender até aonde vão as faltas e iniquidades. Admitir que ainda está escapando pela graça bendita de Deus: “As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim.” Lm 3.22 ARC.

6 – RECONHECER QUÃO INDIGNO É. “Não sou digno de ser chamado teu filho.” Lc 15.19 ARC. Declarar que não merece o perdão e a presença com Deus. Pedro declarou: “E, vendo isso Simão Pedro, prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, ausenta-te de mim, por que sou um homem pecador.” Lc 5.8 ARC. Paulo escreveu: “Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de Deus." I Co 15.9 ARC.

7 – FAZER CONFISSÃO DOS PECADOS. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” I Jo 1.9 ARC. Contar ao Senhor os maus caminhos e as más obras. Salomão esclareceu: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.” Pv 28.13 ARC.

8 – LEMBRAR-SE DA CASA DO PAI. “E, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome!” Lc 15.17 ARC. Declarar a Deus que sabe da abundância de paz no convívio com ele. O filho desperdiçador além de lembrar-se, agiu no sentido de voltar ao lugar da abundância: “E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço, e o beijou.” Lc 15.20 ARC.

9 – PEDIR PERDÃO A DEUS. “Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias. Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado.” Sl 51.1-2 ARC. Implorar perdão e o cancelamento das transgressões. As Escrituras Sagradas afirmam e asseguram o profundo anelo de Deus por perdoar seu povo: “Pois tu, Senhor, és bom, e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para com todos os que te invocam.” Sl 86.5 ARC.

10 – SUPORTAR A CORREÇÃO. “E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor e não desmaies quando, por ele, fores repreendido; porque o Senhor corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque que filho há a quem o pai não corrija?” Hb 12.5-7 ARC. Aceitar o castigo e buscar a orientação de Deus. É preciso entender que com amor Deus aperfeiçoa seus filhos por meio de repreensões severas: “Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo.” I Co 11.31-32 ARC.

Conclusão: O que Deus mais quer dar a seus filhos é sua comunhão. Viver a vida cristã sem a plenitude é viver pela metade. O bom cheiro de Cristo é produto da retidão e do temor a Deus. Perscrutemo-nos. Humilhemo-nos. Convertamo-nos

A sunamita

Introdução: Uma mulher temente a Deus tem dois episódios marcantes em sua vida: a concepção milagrosa de um filho e posteriormente a ressurreição dele; o texto também revela qualidades e atitudes de uma mulher sábia.

Texto bíblico: II Rs 4. 8-37

Detalhes: Casada com um homem mais idoso que ela. Marido administrador de empregados. Pai, segundo nos parece, um tanto desligado sobre o cuidado com seu filho, pois não perguntou à esposa como ele estava reagindo após ser trazido para casa; embora o levasse para aprender a trabalhar, ou administrar.

1 – Mulher rica – v. 8 “Havia ali uma mulher rica”. Riqueza não é pecado. Depende do modo como a riqueza foi adquirida e é aplicada.
2 – Mulher caridosa – v. 8 “A qual o reteve a comer pão”. Prestava um serviço valioso ao servo do Senhor. Sentia no dever de alimentar o profeta de Deus.
3 – Mulher observadora – v. 9 “Tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus”. O comentário positivo dela se deve ao bom testemunho do homem de Deus.
4 – Mulher beneficente – v.10 “Façamos-lhe, pois, um pequeno quarto junto ao muro e ali ponhamos uma cama, e uma mesa, e uma cadeira, e um candeeiro; e há de ser que, vindo ele a nós, para ali se retirará”. Juntamente com o esposo prepararam um abrigo para o conforto e privacidade do homem de Deus.
5 – Mulher sem filho – v. 14 “Ela não tem filho”. Havia harmonia, pão, saúde, prosperidade e amor. A única “coisa” que faltava naquele abençoado lar era um filho.
6 – Mulher franca (positiva) – v. 16 “Não mintas a sua serva”. Ela não acreditava em qualquer promessa ou oferta.
7 – Mulher prudente – v. 23 “Ela disse: Tudo vai bem”. Ocultou de seu marido parte do fato triste que havia ocorrido. Não se portou com histeria e nem com acusações. Não expôs o nome do profeta à culpa.
8 – Mulher comunicativa – v. 22 “E chamou o seu marido e disse: Manda-me já um dos moços e uma das jumentas, para que eu corra ao homem de Deus e volte”. Ao desejar sair e resolver a situação pediu a ajuda do marido e comunicou o que ia fazer.
9 – Mulher determinada - v. 24 “Guia, e anda, e não te detenhas no caminhar, senão quando eu to disser”. Ela tinha um objetivo em mente, nada poderia desviá-la de seu intento.
10 – Mulher de fé – v. 26 “Vai tudo bem”. Ao ser interrogada pelo profeta Eliseu sobre o filho e o esposo, ela teve calma e equilíbrio emocional para responder com resignação.
11 – Mulher amargurada – v. 27 “A sua alma nela está triste de amargura”. Com seu precioso filho morto em casa, ela estava torturada de tristeza, mas conservava moderação nas palavras.
12 – Mulher questionadora – v. 28 “Pedi eu a meu senhor algum filho? Não disse eu: Não me enganes?”. Como todo ser humano, ela queria uma explicação para o ocorrido.
13 – Mulher convicta e persistente – v. 30 “Vive o Senhor, e vive a tua alma, que te não hei de deixar”. Ela queria a presença do profeta em sua casa, para ver seu filho.
14 – Mulher reverente e grata – v. 37 “E veio ela, e se prostrou a seus pés, e se inclinou à terra; e tomou o seu filho e saiu”. Vendo o filho ressuscitado ela se ajoelhou aos pés do profeta num gesto de gratidão.

Conclusão: Aprendem-se muitas lições valiosas nos fatos ocorridos, no testemunho fidedigno do profeta e nas ações da mulher Sunamita. Aprendamos e sejamos fiéis e humildes.

O Olhar de Jesus

É notável a diferença entre o olhar de Jesus e o olhar dos homens. Nascidos em pecado, estes habituam-se desde cedo ao pessimismo, ao desprezo e à desconfiança. Ajustam o foco sobre as fraquezas, defeitos, explorando detidamente o lado mesquinho e hipócrita das pessoas. Jesus Cristo, a expressão viva do amor de Deus, não segue este padrão, quando examinamos sua maneira de olhar nas páginas do Evangelho.

Por exemplo: Quando Jesus viu Simão Pedro pela primeira vez, não criticou suas fraquezas, nem profetizou que o negaria - embora soubesse de tudo isso. Em lugar de uma taquara (significado do nome Simão) Cristo viu uma rocha - Cefas. É assim que Deus nos vê. Quando nos aproximamos dele, não aponta o dedo para nossas fraquezas para que murchemos e desanimemos. O olhar de Jesus procura por aquilo que há de bom em nosso interior, ainda que seja uma partícula boa em um milhão de defeitos. Se você procurar por Ele, vai ser bem recebido.

Quando Jesus viu o baixinho Zaqueu no alto da figueira, não zombou dele perante a multidão. Poderia ter dito: Eis aí, o chefe dos coletores de impostos mais corrupto de Jericó. Não, ele não fez isto. Todos diriam assim, mas Jesus olhava com amor. Foi por isso que disse: Zaqueu, desce depressa, pois hoje vou jantar em tua casa". Apenas um olhar e algumas palavras foram suficientes para produzir a mudança mais inesperada na vida do chefe dos publicanos de Jericó.

Quando Jesus viu o coxo junto ao Tanque de Bestesda, ele não viu um aleijado. Ele viu um homem que depois de 38 anos doente ainda tinha esperança de ser curado. Todos viam um coxo maluco, mas Cristo enxergava um homem andando normalmente, levando embora um leito sobre as costas.Quando Jesus olhou para a mulher adúltera diante daquele grupo de apedrejadores, ele não viu uma prostituta, mas uma jovem que precisava apenas de uma oportunidade para se levantar e nunca mais pecar.

Quando Jesus mandou retirar a pedra do túmulo de Lázaro, ele não enxergava um cadáver mal-cheiroso, mas via um velho amigo caminhando diante de uma família de pessoas críticas.Jesus vê uma rocha onde todos veem uma taquara. Jesus vê um convertido sincero enquanto todos enxergam um fiscal corrupto sem possibilidades de recuperação. Jesus vê um homem correndo e saltando, enquanto os conhecidos enxergam um coxo inútil e teimoso. Jesus não atira pedras em quem está caído. Jesus enxerga vida, onde todos já desistiram ou taparam o nariz por causa do mau cheiro. Jesus Cristo não vira as costas para quem bate à sua porta.

Esta fixação em procurar os defeitos e descobrir os erros das pessoas para depois dizer para todo mundo; esta ânsia de difamar, de derribar para produzir no criticado um sentimento de pequenez, de frustração, de desânimo revela, na verdade, algo interessante sobre a pessoa do crítico. Mostra sua necessidade premente de manipular as faltas alheias para dispersar o foco sobre si mesmo. Usa a crítica como capa para cobrir a própria nudez. Era porisso que o diabo só enxergava maldade no caráter do patriarca Jó.

Em tempos em que é tão fácil descer a "lenha" na vida de nossos irmãos, não custa perguntar: de que maneira estamos vendo a vida deles. Se apenas conseguirmos enxergar defeitos, e nada mais que isto, temos um problema grave problema de miopia espiritual.

O olhar de Jesus é misericordioso, para aqueles que buscam seu socorro. Se nossas virtudes resumissem apenas a uma única gota d'água no fundo de um copo vazio, Ele volveria seus olhos para ela e nos diria: Me alegra que isto esteja em teu coração. Este é o olhar de Jesus.